BTG altera preço-alvo para ação da Mills para R$ 24,50 e destaca elevação do capex

Banco manteve recomendação de manutenção para os papéis, avaliando o fraco momentum no segmento de construção pesada

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SÃO PAULO – Alterando seu preço-alvo projetado para as ações da Mills (MILS3) de R$ 23,00 ao final de 2011 para R$ 24,50 para a metade de 2012, o analista Pedro Montenegro, do BTG, ressaltou o impacto positivo do anúncio de elevação de 25% do capex (investimentos em bens de capital) da empresa.

O preço-alvo indica um potencial de valorização de 16,67% com base nas cotações do fechamento dessa segunda-feira (20). Apesar disso, avaliando o fraco momentum no segmento de construção pesada, Montenegro optou por manter sua recomendação de manutenção para os papéis da companhia. Contudo, o analista não descarta possíveis sinais de recuperação no segundo semestre deste ano.

A elevação do capex em 25% reflete o ramp-up mais forte do que projetado pelo banco nas unidades recentemente abertas pela empresa. Os investimentos adicionais deverão ser usados para comprar equipamentos para serem usados nestas novas unidades, uma vez que a demanda deverá permanecer em níveis elevados enquando as taxas de utilização irão se manter acima do nível normal de cerca de 75%.

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Mesmo com orçamento intacto, riscos de execução são menores
Apesar de ter mantido o seu orçamento previsto para o período de 2010 a 2012 em R$ 1,1 bilhão, no último mês de maio a Mills anunciou uma revisão considerável em seu plano de investimentos da unidade de Jahu, elevando a projeção de seu capex para 2011 para R$ 432,7 milhões, um avanço de 28% quando comparado com as projeções originais.

Somado a isso, a recente maturação de investimentos na ordem de R$ 349 milhões no último ano contribui para reduzir os riscos de execução da companhia, confirmando também a sua natureza “discricionária e gerenciável” de estratégia de investimento, explica Montenegro.

Mesmo assim, o BTG afirma que suas estimativas já levam em conta um forte crescimento decorrente de um plano de investimentos agressivo. “Precisaríamos ver investimentos muito mais altos em 2012 para mudar nosso valuation”, diz o analista, reiterando a recomendação para os papéis.