BofA reitera compra e mantém PDG como top pick do setor após resultado

Analistas destacam receita líquida como ponto alto do quarto trimestre e reiteram preço-alvo e estimativas de crescimento

Publicidade

SÃO PAULO – As ações da PDG Realty (PDGR3) continuam cotadas como as preferidas do Bank of America Merrill Lynch entre as construtoras brasileiras sob seu universo de cobertura, após a divulgação do balanço do quarto trimestre de 2010. Com números em linha com as expectativas, o BofA reiterou a recomendação de compra e preço-alvo de R$ 13,50 por ação, equivalente a um upside de 43% frente o último pregão.

O maior destaque do resultado, na opinião dos analistas Carlos Peyrelongue e Fanny Oreng, foi a receita efetiva, que ultrapassou em 8% as estimativas do banco e em 13% o consenso de mercado. Nos últimos três meses de 2010, a receita líquida (pró-forma incluindo Agre) ficou em R$ 1,811 bilhão, 64% acima do R$ 1,104 bilhão no mesmo período do ano anterior.

Por outro lado, a margem bruta decepcionou, ao ser pressionada por projetos da Agre com margens pequenas e ficar 0,8 ponto percentual abaixo das expectativas do banco. A dupla de analistas espera que a margem bruta continue a pesar ao longo do primeiro semestre de 2011.

Continua depois da publicidade

Crescimento em alta, riscos em baixa 
Entre os principais motivos para a preferência pelo papel estão a diversificação geográfica dos projetos, capazes de reduzir o risco de execução e de excessiva dependência com o projeto governamental para a baixa renda “Minha Casa, Minha Vida”.

O BofA espera que a construtora ultrapasse em 21% as pré-vendas do setor em relação a seus concorrentes em 2011, além de um aumento do lucro por ação de 44% na passagem anual.