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SÃO PAULO – As ações dos bancos, mais precisamento as do Banco do Brasil (BBAS3), têm apresentado forte correlação com a Petrobras (PETR3; PETR4) na Bolsa. Qualquer suspiro de preocupações com a situação financeira da petroleira tem respingado nos bancos brasileiros, que são os grandes expostos à dívida da companhia e que podem em um momento de aperto ser utilizados para “salvar” a empresa. A questão recai mais pesadamente sobre o BB, único banco público listado na Bolsa, e que poderia ser alvo principal de manobra do governo.
Nesta sessão, a situação é a inversa: com a disparada de 18% em dois dias da Petrobras em meio à saída da presidente da companhia, Maria das Graças Foster, as ações do BB saltam 10,5% no mesmo período. Somente hoje, as ações do banco registravam alta de 7,15% às 15h12 (horário de Brasília), sendo cotadas a R$ 22,34, figurando como a segundo maior alta do Ibovespa.
O movimento de hoje pode ser explicado pela alta correlação que as ações do BB têm apresentado com as da Petrobras, salientou o analista Ricardo Kim, XP Investimentos. E com a saída de Graça, abre a possibilidade que o próximo presidente seja mais “pró-mercado”, como seriam indicações como Rodolfo Landim, ex-BR Distribuidora, RogerAgnelli, ex-Vale e Bradesco, Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central, eMurillo Ferreira, atual presidente da Vale. Nomes que apareceram no radar e que seriam vistos como positivo pelo mercado, comentou o analista Flávio Conde.
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Ou seja, se vier um desses nomes, aumentam as chances de que a empresa divulgue o quanto antes seu balanço auditado, o que reduz as preocupações de que os credores entrem com pedido para que a companhia antecipe o pagamento das dívidas e pressione os bancos, o que pode refletir na alta dos papéis do BB hoje, disse Kim. Vale lembrar que os demais bancos também subiam hoje: Itaú Unibanco (ITUB4, +4,0%), Bradesco (BBDC3, +2,66%; BBDC4, +3,26%) e Santander (SANB11, +2,85%).
Na última segunda-feira, no entanto, a situação foi oposta, quando aumentaram rumores de que o Planalto poderia usar os bancos para socorrer a petroleira e fornecedoras envolvidas na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, e ainda não havia ruídos sobre a saída de Graça.
Uma reportagem do Valor daquela segunda apontava que os bancos – Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco e Caixa Econômica Federal – teriam R$ 31 bilhões em crédito concedido direto à Petrobras em setembro. Deles, os principais seriam a Caixa, que tinha empréstimos de R$ 11,5 bilhões, e o BB, que havia repassado R$ 9,4 bilhões. Naquele pregão, as ações do BB caíram 2,23%, enquanto dos outros grandes bancos listados na Bolsa subiram, como foi o caso de Itaú Unibanco (+1,32%), Bradesco (BBDC3, +2,53%; BBDC4, +1,04%) e Santander (+0,40%).