Barclays avalia positivamente negócio entre BR Properties e WTorre

Analistas fazem recomendação overweight para as ações da companhia, com preço-alvo de R$ 23 e upside de 31,35%

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SÃO PAULO – O Barclays avalia positivamente o anúncio da BR Properties (BRPR3), na última quarta-feira (14), sobre uma operação para associação com a WTorre Properties através de um negócio via ações. O banco faz recomendação overweight (acima da média do mercado) para os papéis da companhia e projeta um preço-alvo de R$ 23,00 para 12 meses, que representa um potencial de valorização de 31,35%.

Os analistas Guilherme Vilazante e Vinícius Mastrorosa acreditam que, com esse negócio, a BRPR será capaz de acelerar suas perspectivas de crescimento e dobrar de tamanho usando apenas suas ações, criando uma gigante do setor, cerca de quatro vezes maior de que seu maior concorrente. “Apesar de acharmos pequeno o desconto de liquidez de 5% aplicado sobre os ativos da WTorres e que o montante de sinergias será limitado, o negócio deve ser bem recebida pelo mercado, fato que deve refletir nas ações”, afirmam.

Fusão entre as companhias
Segundo o Barclays, as companhias calcularam a relação de troca baseada em uma metodologia uniforme para ambas as partes e o desconto de 5% aplicado sobre os ativos das WTorre para calcular a porcentagem de cada um na empresa resultante, sendo 42% para a WTorre e 58% para a BR Properties.

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“Isso significa que o negócio deve ser descrito como fusão, ao invés de aquisição, uma vez que as companhias têm participações semelhantes sobre a sociedade resultante, o mesmo número de assentos no conselho da nova empresa, além do pequeno desconto sobre a aquisição”, constatam Vilazante e Mastrorosa.

Potencial de sinergias
O banco avalia que a vantagem dos acionistas da BRPR está no potencial de sinergias, de certa forma limitada, na opinião dos analistas, uma vez que a companhia resultante do negócio já opera com margem Ebtida próxima a 90%, embora reconheçam que há espaço para avanço de escala no lado financeiro, com menores custos com a dívida e a melhora na liquidez das ações.