De volta aos testes

AstraZeneca retoma testes da vacina contra o coronavírus nesta segunda-feira

Os testes retornarão em todo mundo, inclusive no Brasil, informou a Anvisa. Cerca de cinco mil voluntários brasileiros já receberam o medicamento

Fábrica da AstraZeneca em Sodertalje, Suécia (Mikael Sjoberg/Bloomberg)

S]AO PAULO – Nesta segunda-feira (14), serão retomados os testes da vacina contra Covid-19 desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Oxford em parceria com o laboratório AstraZeneca, segundo anunciou a farmacêutica no último sábado (12).

A testagem da vacina estava suspensa desde a última terça-feira (8), quando uma voluntária no Reino Unido apresentou complicações que poderiam estar relacionadas com a vacina.

Os testes serão reiniciados após os cientistas informarem que não foi encontrada relação de causa e efeito entre a vacina e os sintomas apresentados pela paciente.

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Ainda de acordo com o laboratório, os testes retornarão em todo mundo, inclusive no Brasil. No último sábado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu informações oficiais do governo britânico e do laboratório sobre o caso da voluntária e no mesmo dia anunciou que a retomada dos testes no território brasileiro foi aprovada.

“Após avaliar os dados do evento adverso, sua causalidade e o conjunto de dados de segurança gerados no estudo, a Anvisa concluiu que a relação benefício/risco se mantém favorável e, por isso, o estudo poderá ser retomado”, disse a Anvisa em nota.

A agência reguladora ainda afirma que continuará acompanhando todos os eventos adversos observados durante o estudo e, caso seja identificada qualquer situação grave com voluntários brasileiros, irá tomar as “medidas cabíveis para garantir a segurança dos participantes”.

No Brasil, os testes da vacina de Oxford são coordenados pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Ainda na semana passada, a universidade havia afirmado que, dos 4,6 mil voluntários brasileiros que receberam a vacina até o momento, não houve “qualquer registro de intercorrências graves de saúde”.

A universidade ainda explicou que a pausa nos testes clínicos é um processo normal de acontecer durante o teste de uma vacina, já que esse hiato permite a revisão dos dados de segurança do medicamento.

“A universidade está comprometida com a segurança de todos os participantes e com os mais altos padrões de conduta nos estudos, garantindo a continuidade do monitoramento da segurança de perto”, diz a Unifesp em nota.

Cerca de cinco mil voluntário brasileiros já receberam o medicamento. Em junho, o Ministério da Saúde anunciou um acordo com a farmacêutica e a Universidade de Oxford para a produção inicial de 30,4 milhões de doses da vacina contra Covid-19, com investimento de US$ 127 milhões.

A vacina de Oxford é uma das mais avançadas entre as mais de 180 pesquisas registradas na Organização Mundial de Saúde (OMS).

Passou com sucesso das fases 1 e 2 de testes e está atualmente na etapa 3, com participação de 30 mil pessoal nos Estados Unidos, Reino Unido, África do Sul e Brasil.

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