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SÃO PAULO – A assembleia desta segunda-feira (30) para decidir sobre a compra de ativos do Independência pelo JBS (JBSS3) foi suspensa, disse Eduardo Munhoz, advogado do escritório Mattos Filho e que representa os interesses do JBS.
O pedido de suspensão foi realizado pelo JPMorgan, mas a assembleia acatou por unanimidade, de modo a analisar melhor a proposta apresentada pelo JBS na semana passada. A nova data foi estabelecida em 15 de maio.
“Não foi uma surpresa, nós sabíamos que os documentos tinham sido apresentados em um prazo muito curto, então era possível que os credores pedissem um pouco mais de tempo”, afirmou o advogado à InfoMoney.
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Entretanto, apenas o fato da assembleia ter ocorrido já foi avaliado como um fator positivo por Munhoz, já que esta foi a primeira vez que teve quóruom. “Também foi positivo porque imaginávamos que alguns credores não quisessem sequer examinar a proposta”, complementa.
Otimismo
Assim, o advogado se diz confiante em um desfecho favorável à JBS. Pelo tempo a se chegar a um acordo e pela desvalorização dos ativos, uma falência seria muito mais prejudicial aos credores do que a proposta realizada pelo frigorífico de Wesley Batista, avalia.
O Grupo Independência entrou em recuperação judicial no início de 2009. A proposta do JBS prevê o pagamento de R$ 268 milhões pelos ativos da companhia, montante que será distribuído entre os credores.