Após resultado operacional do 3º trimestre, corretoras recomendam comprar PDG

Apesar do momento de grande volatilidade do mercado, Planner e Concórdia acreditam que empresa é opção para setor de construção

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SÃO PAULO – A PDG Realty (PDGR3) continua sendo uma das melhores opções para investidores com exposição no setor de construção civil, afirmou a Concórdia, após divulgação dos resultados operacionais da companhia no 3T11, quando obteve volume de lançamentos de R$ 2,654 bilhões, 30% acima do registrado no mesmo período de 2010. Os dados também chamaram atenção da Planner, que reiterou sua recomendação de compra para os papéis da empresa.

A expansão da companhia está em linha com a avaliação positiva das corretoras. “A PDG continuou apresentando evolução nas vendas contratadas, mesmo com um cenário mais desafiador vivido pelo setor neste momento”, ponderou o analista da Concórdia, Leonardo Zanfelício, em relatório.

Além do resultado favorável registrado no período, com o Valor Global de Vendas (VGV) dos lançamentos atingindo R$ 6,466 bilhões nos últimos 9 meses, apresentando uma expansão de 32,1% frente ao mesmo período de 2010, a Planner acredita que este é o momento propício para a compra dos papéis da companhia. Como os preços das ações já estão bastante descontados em bolsa, os papéis “já chegaram a um patamar muito baixo, o que justifica a recomendação de compra”, disse o analista Ricado Martins, da Planner, em relatório.

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Apesar da velocidade das vendas e a relação entre vendas por lançamentos demonstraram queda entre os trimestres analisados, o que gerou mais uma vez acúmulo nos estoques”, como apontou Zanfelício. A Planner reafirmou preço-alvo de R$ 9,30 às ações PDGR3 para o final deste ano, configurando um potencial de valorização de 58,70% em relação ao último fechamento.  

Crescimento atrelado aos programas destinados à classe média
Para a Concórdia, a evolução dos resultados em um período de alta tensão nos mercados é justificada pela estratégia da empresa em aumentar sua participação nos lançamentos destinados à classe média, “onde a demanda ainda se mantém favorável”.  Seguindo esta tendência, o programa “Minha Casa, Minha Vida” representou 20% dos lançamentos totais deste trimestre.