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SÃO PAULO – O resultado do Santander (SANB11) no primeiro trimestre do ano trouxe lucros abaixo do esperado e a deterioração da qualidade dos ativos decepcionou os analistas. As ações do banco foram penalizadas pelo mercado desde a divulgação do balanço, no final de abril, e acumulam uma queda anual de 22%, com base no fechamento de quarta-feira (8). Com a ação em um patamar atrativo de entrada, seria hora de aumentar a exposição ao Santander?
Para os analistas do BTG Pactual, Eduardo Nishio e Eduardo Rosman, ainda é cedo. Eles recomendam a compra somente após os resultados do segundo trimestre de 2011, que ainda devem se mostrar pouco sustentáveis.
“O banco continua atrasado no front de crescimento (como mostrado pelos dados de crédito do Banco Central), e deve crescer menos que o mercado em 2011 como um todo”, afirmam Nishio e Rosman em relatório. Eles explicam que o perfil da carteira de empréstimos do banco está mais arriscado e com uma menor margem de cobertura, o que pode afetar os resultados do segundo trimestre quanto aos custos com crédito.
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Ao concluir fusão com o Real, ação fica mais atrativa
O BTG continua a recomendar a compra, e acredita que os fundamentos do banco melhorarão com o fim do processo de integração com o Banco Real. Até lá, as novas posições administrativas já estarão decididas e o Santander poderá dedicar mais de sua atenção às operações rotineiras.
BTG prefere outros grandes bancos no curto prazo
Mesmo com a valuation interessante, os papéis do Itau Unibanco (ITUB4), Bradesco (BBDC4) e Banco do Brasil (BBAS3) ainda são preferidos aos do Santander pelos analistas. A ação ainda enfrenta um fluxo constante de notícias negativas e está sujeita a constantes oscilações.