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SÃO PAULO – Em um dia negativo para o Ibovespa, as ações do setor bancário vêm registrando expressivas altas, com destaque para as units do Santander (SANB11). Os ativos SANB11 lideravam os ganhos do Ibovespa às 16h27 (horário de Brasília), com valorização de 4,86%, a R$ 15,98. No mesmo horário, o Ibovespa registrava baixa de 0,70%, a 58.436 pontos.
De acordo com o analista do BB Investimentos, Carlos Daltozo, a alta dos papéis do Santander é impulsionada pelo anúncio de criação de um fundo imobiliário, o que deve impactar positivamente o balanço trimestral da companhia.
Com a criação deste fundo, o Santander “desmobilizará o seu balanço” ao vender as agências próprias. Com isso, ela passará a pagar aluguel dos espaços, levando a menores custos fixos. Além disso, ao receber o dinheiro das vendas, o impacto para o resultado será positivo.
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Aliado a este anúncio, estão também as perspectivas cada vez mais fortes para que a Selic seja ajustada para cima já na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), em abril, devido ao resultado acima do esperado para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) no mês de fevereiro. Com o último dado, a expectativa é de que o resultado de março já mostre para uma alta do IPCA estourando o teto da meta estabelecida pelo governo, de 6,5%, o que deverá levará o Banco Central a agir mais ativamente para controlar a inflação.
Neste cenário de alta de juros, o setor de bancos seria um dos maiores beneficiados, aponta Daltozo. Com isso, as ações do Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 36,61, +2,15%), Itaúsa (ITSA4, R$ 10,71, +1,81%), Banco do Brasil (BBAS3, R$ 27,11, +1,23%) e Bradesco (BBDC4, R$ 36,81, 0,74%) também registram altas. Segundo avalia o BTG Pactual, o Itaú Unibanco seria um dos maiores beneficiados pelo aumento da taxa de juros.
Os bancos são os maiores beneficiados em meio às expectativas de alta de juros porque cerca de 75% do lucro dos bancos vem de NII (receita líquida de juros, na sigla em inglês). Além disso, a correlação entre a taxa de juro e os spreads (diferença das taxas cobradas e as captadas pelo banco) é positiva em aproximadamente 90%, segundo afirmou Henrique Florentino, da Um Investimentos, ao InfoMoney na véspera.