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SÃO PAULO – Afastando as diversas especulações que têm envolvido o Santander Brasil (SANB11), o presidente mundial do banco espanhol, Emilio Botín, afirmou na tarde desta terça-feira (22) que os ativos da instituição no Brasil não estão à venda. Esta afirmação foi feita antes da reunião de Botín com a presidente Dilma Rousseff.
Após a declaração de Botín, feita por volta das 14h39 (horário de Brasília), as units do Santander passaram a operar no campo negativo na BM&FBovespa e intensificaram o volume financeiro apresentado. Às 16h36, os ativos SANB11 registravam queda de 2,20%, aos R$ 15,10, com um giro financeiro de R$ 96,5 milhões – muito superior à média diária movimentada nos últimos 21 pregões, de R$ 60 milhões.
No último dia 9, rumores de que a operação do banco espanhol no Brasil seria vendida – algo que vem sendo veiculado no mercado a um bom tempo – ganharam intensidade. A Veja.com, portal da revista Veja, noticiou a venda do Santander Brasil para o Bradesco (BBDC4) e retirou a informação do ar, a pedido de ambos os bancos, poucos minutos após a publicação original.
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De acordo com a matéria, os funcionários do Santander teriam recebido um e-mail confirmando a negociação. O banco negou a informação, dizendo que ela é incabível e inventada – seja pelo próprio veículo ou por alguma fonte mal-intencionada. O Bradesco também negou a informação através de sua assessoria de imprensa – desmentindo “categoricamente” a informação.
A especulação de uma negociação entre os dois bancos é longa: acredita-se que o Santander estaria interessado em vender seus ativos para salvar sua operação na Espanha, enquanto o Bradesco estaria interessado em aumentar sua presença em terreno nacional.