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A Casa Branca formalizou uma mudança histórica na política de contraterrorismo dos Estados Unidos. Em documento assinado nesta terça-feira (5), o presidente Donald Trump colocou cartéis de drogas e gangues transnacionais no topo da lista de ameaças à segurança nacional americana, superando organizações como Al Qaeda e Estado Islâmico.
A nova estratégia foi apresentada publicamente nesta quarta-feira (6) por Sebastian Gorka, responsável pela área de contraterrorismo do Conselho de Segurança Nacional. Segundo ele, a prioridade do governo passa a ser o combate a estruturas criminosas ligadas ao tráfico internacional de drogas, especialmente aquelas que atuam nas Américas.

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O texto estabelece uma reorganização completa da doutrina antiterror dos EUA. As ameaças passam a ser divididas em três blocos: narcoterrorismo e facções transnacionais, terrorismo islamista e grupos extremistas domésticos. Entre os exemplos citados pela Casa Branca estão organizações anarquistas, movimentos antifascistas e grupos acusados pelo governo de promover violência política.
A reformulação acontece na véspera do encontro entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marcado para quinta-feira (7), em Washington. O avanço do narcotráfico no continente e o debate sobre facções latino-americanas devem integrar as conversas entre os dois governos.
A mudança também consolida uma política que vinha sendo intensificada desde o retorno de Trump à Casa Branca. Nos últimos meses, os EUA ampliaram operações marítimas contra embarcações ligadas ao tráfico e endureceram o discurso sobre segurança hemisférica. Em janeiro deste ano, o governo americano utilizou o argumento de combate ao narcotráfico para justificar a ofensiva que derrubou Nicolás Maduro na Venezuela.
Na avaliação da Casa Branca, os cartéis representam hoje uma ameaça comparável à de grupos terroristas tradicionais. O documento afirma que, durante um período de 12 meses do governo Joe Biden, o número de americanos mortos por drogas associadas ao tráfico superou o total de militares dos EUA mortos em guerras desde 1945.
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A nova diretriz mantém o combate ao jihadismo global como prioridade operacional. O documento cita explicitamente ações contra Al Qaeda e remanescentes do Estado Islâmico, mas deixa claro que o eixo principal da política de segurança americana passa agora pelo combate ao narcotráfico internacional.