Trump muda comando da área que cuida das relações com Brasil e América Latina

Juan Pablo Segura assume área do Departamento de Estado que trata do Hemisfério Ocidental e coloca combate a cartéis entre prioridades

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O governo de Donald Trump promoveu uma troca no comando da área do Departamento de Estado responsável pelas relações com o Brasil e os demais países da América Latina. Juan Pablo Segura assumiu o posto de secretário-assistente de Estado para Assuntos do Hemisfério Ocidental, substituindo Michael Kozak.

Segura tomou posse na sexta-feira (14), segundo comunicado do Departamento de Estado. A mudança foi anunciada publicamente nesta segunda-feira (17).

Em publicação no X, o novo secretário-assistente afirmou que pretende atuar alinhado às prioridades de Trump e do secretário de Estado, Marco Rubio. Entre os objetivos citados por Segura está o combate a cartéis e grupos classificados pelo governo americano como narcoterroristas.

Ele também agradeceu a Kozak, que ocupava o cargo interinamente havia cerca de um ano e meio.

A mudança ocorre em um momento de maior tensão diplomática entre Washington e Brasília. Os Estados Unidos cancelaram recentemente o visto da embaixadora brasileira Maria Luiza Ribeiro Viotti, em meio ao impasse sobre a indicação de Daniel Perez para comandar a representação americana no Brasil.

O governo Lula decidiu adiar a concessão do agrément, autorização necessária para que um embaixador estrangeiro possa assumir oficialmente o posto. A intenção era deixar a análise do nome de Perez para depois do segundo turno das eleições brasileiras.

Segura é filiado ao Partido Republicano e já atuou na administração da Virgínia como secretário de Comércio e Negócios durante o governo de Glenn Youngkin. Em 2023, tentou uma vaga no Senado estadual, mas não foi eleito.

Antes da passagem pelo serviço público, fundou a Babyscripts, empresa de tecnologia voltada ao acompanhamento de gestantes e ao período pós-parto. Também é contador público certificado e formado pela Universidade de Notre Dame.

A chegada de Segura ao cargo coloca um novo interlocutor à frente da relação dos Estados Unidos com o Brasil justamente quando os dois governos acumulam divergências em temas diplomáticos, comerciais e de segurança regional.

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Marina Verenicz
Política | Brasil | Mundo