Trump anuncia tarifas a oito países europeus de até 25% por causa da Groenlândia

As tarifas subirão para 25% em 1º de junho, afirmou o presidente

Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fala durante reunião com executivos da indústria do petróleo, na Casa Branca, em Washington, D.C., EUA, 9 de janeiro de 2026. REUTERS/Kevin Lamarque
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fala durante reunião com executivos da indústria do petróleo, na Casa Branca, em Washington, D.C., EUA, 9 de janeiro de 2026. REUTERS/Kevin Lamarque

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O presidente Donald Trump prometeu neste sábado implementar uma onda de tarifas crescentes sobre os aliados europeus até que os Estados Unidos tenham permissão para comprar a Groenlândia, aumentando a disputa sobre o futuro da vasta ilha ártica da Dinamarca.

Em um post no Truth Social, Trump disse que tarifas adicionais de importação de 10% entrariam em vigor em 1º de fevereiro sobre produtos da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Holanda, Finlândia e Reino Unido –todos já sujeitos a tarifas impostas por Trump.

Essas tarifas aumentariam para 25% em 1º de junho e continuariam até que se chegasse a um acordo para que os EUA comprassem a Groenlândia, escreveu Trump.

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O presidente tem dito repetidamente que a Groenlândia é vital para a segurança dos EUA devido à sua localização estratégica e aos grandes depósitos minerais, e não descartou o uso da força para tomá-la. As nações europeias enviaram esta semana pessoal militar para a ilha a pedido da Dinamarca.

“Esses países, que estão jogando esse jogo muito perigoso, colocaram em jogo um nível de risco que não é sustentável”, escreveu Trump.

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“Os Estados Unidos da América estão imediatamente abertos a negociações com a Dinamarca e/ou qualquer um desses países que colocaram tanto em risco, apesar de tudo o que fizemos por eles, incluindo proteção máxima, ao longo de tantas décadas”, disse ele.

Manifestantes na Dinamarca e na Groenlândia se manifestaram no sábado contra as exigências de Trump e pediram que o país fosse deixado para determinar seu próprio futuro.

Países proeminentes da União Europeia apoiaram a Dinamarca, alertando que a tomada militar pelos EUA de um território da OTAN poderia colapsar a aliança militar liderada por Washington. O Reino Unido também deu seu apoio.