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WASHINGTON, 1 Mai (Reuters) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto na sexta-feira ampliando as sanções contra o governo cubano, disseram duas autoridades da Casa Branca à Reuters, em um momento em que ele busca elevar a pressão sobre Havana.
As novas sanções têm como alvo pessoas, entidades e afiliadas que apoiam o aparato de segurança do governo cubano ou são cúmplices de corrupção ou graves violações dos direitos humanos. Também estão na mira agentes, funcionários ou apoiadores do governo, disseram as autoridades.

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Não ficou imediatamente claro quem exatamente foi atingido pelas sanções previstas na ordem, que foi relatada pela primeira vez pela Reuters.
Mas uma cópia da ordem divulgada pela Casa Branca dizia que as sanções poderiam ser aplicadas a ‘qualquer pessoa estrangeira’ que operasse nos setores de ‘energia, defesa e materiais relacionados, metais e mineração, serviços financeiros ou setor de segurança da economia cubana, ou qualquer outro setor da economia cubana’.
A ordem autoriza sanções secundárias no caso de realização ou facilitação de transações com os alvos da ordem, disseram as autoridades.
O presidente cubano Miguel Díaz-Canel disse que as novas medidas ‘coercitivas’ reforçam o bloqueio ‘brutal e genocida’ dos EUA contra a ilha.
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‘O bloqueio e seu reforço causam muitos danos devido ao comportamento intimidador e arrogante da maior potência militar do mundo’, escreveu Díaz-Canel nas mídias sociais.
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, disse que as medidas de sanções, que foram anunciadas enquanto a ilha realizava suas tradicionais comemorações do Dia Primeiro de Maio, visam impor ‘punição coletiva ao povo cubano’, mas que os cubanos não serão intimidados.
AUMENTO DA PRESSÃO
Jeremy Paner, ex-investigador de sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Tesouro dos EUA, disse que a medida foi a mais significativa para empresas não americanas desde o início do embargo dos EUA contra Cuba, há décadas.
‘As empresas de petróleo e gás, de mineração e os bancos que segregaram cuidadosamente suas operações em Cuba dos Estados Unidos não estão mais protegidos’, disse Paner, que agora é sócio do escritório de advocacia Hughes Hubbard & Reed.
As novas sanções são o mais recente ataque do governo Trump contra Cuba, que o presidente declarou repetidamente estar próxima de um estado de colapso.
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Sob o comando de Trump, as forças dos EUA lançaram ataques contra barcos que supostamente transportavam medicamentos perto da Venezuela e entraram em Caracas para capturar o presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Trump disse, sem fornecer detalhes específicos, que ‘Cuba é a próxima’.
As autoridades disseram que a ordem de Trump continha um aviso implícito a Cuba, acusando o governo de Havana de se alinhar com o Irã e grupos militantes como o Hezbollah.
‘Cuba oferece um ambiente permissivo para operações hostis de inteligência estrangeira, militares e terroristas a menos de 160km da pátria norte-americana’, disse uma autoridade.
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Os EUA há muito tempo exigem que Cuba abra sua economia estatal, pague indenizações por propriedades expropriadas pelo governo do ex-líder Fidel Castro e realize eleições ‘livres e justas’. Cuba afirmou que sua forma de governo socialista não está em negociação.