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O atual estágio do El Niño atingiu um novo recorde de temperatura em uma área estratégica do Oceano Pacífico, reforçando preocupações de cientistas sobre seus impactos no sistema climático global e sobre a possibilidade de o ano figurar entre os mais quentes já registrados.
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Dados do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus mostram que a região conhecida como Niño 3.4, usada como referência para acompanhar a intensidade do fenômeno, registrou temperatura média da superfície do mar de 29,7°C em setembro, o maior valor observado desde o início das medições.
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A marca foi alcançada antes mesmo do período em que se espera a máxima intensidade do fenômeno, prevista para os próximos meses. O resultado supera os níveis registrados durante grandes episódios de El Niño ocorridos nas décadas de 1980, 1990 e em meados da década passada.
Apesar dos números inéditos, especialistas evitam concluir que o evento atual já seja o mais forte da história. Segundo a agência internacional de notícias AFP, o diretor do Copernicus, Carlo Buontempo, afirmou que o fenômeno apresenta características excepcionais, mas a comparação com eventos passados é dificultada pelo aumento gradual da temperatura dos oceanos provocado pelas mudanças climáticas.
Para reduzir esse efeito nas análises, o monitor europeu passou a utilizar indicadores que consideram o aquecimento de fundo dos oceanos tropicais. Por essa metodologia, o episódio atual ainda não supera os eventos mais intensos registrados anteriormente, embora seja classificado como de grande magnitude.
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O que é El Niño?
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Pacífico equatorial. O fenômeno altera padrões climáticos em diferentes regiões do planeta e pode aumentar a ocorrência de secas, enchentes e ondas de calor, além de potencializar os efeitos do aquecimento global.