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O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, defendeu a reforma de instituições globais, citando nominalmente o Conselho de Segurança das Nações Unidas, a Organização Mundial do Comércio (OMC) e bancos de desenvolvimento multilateral. Segundo ele, países do Sul Global têm sido vítimas de viés parcial e “sequer possuem um assento nas mesas de decisão chave”, apesar de contribuir significativamente para a economia global.
As declarações aconteceram na reunião de abertura da cúpula do Brics, iniciada neste domingo (6), e foram compartilhadas por ele em seu perfil do X. A mensagem de Modi ecoa o posicionamento do grupo, refletido também nos discursos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do presidente da Rússia, Vladimir Putin.
Falta de ações
Modi criticou principalmente a falta de ações concretas em assuntos como financiamento climático, desenvolvimento sustentável e acesso tecnológico, em uma era de “mudanças cada vez mais rápidas”. “A expansão do Brics claramente mostra que somos uma organização capaz de mudar acompanhando a passagem do tempo”, afirmou o premiê, criticando outras organizações mundiais por não se atualizarem “em mais de 80 anos de existência”.
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Ele também defendeu que não pode haver “espaço para viés parcial em assuntos como o terrorismo”, criticando enfaticamente toda e qualquer ação terrorista. “Qualquer país que providenciar direta ou indiretamente o terrorismo, deve pagar um preço”, afirmou, acrescentando que não pode “haver hesitação em impor sanções” nestes casos. Ele classificou o ataque ao distrito de Pahalgam em Caxemira, em abril de 2025, como um “ataque à toda humanidade”.
Modi, contudo, afirmou que a Índia fará “tudo possível” para garantir a paz para o “bem-estar da humanidade”.