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O governo do Reino Unido enfrenta semanas de incerteza enquanto o pressionado primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, se prepara para um desafio à liderança vindo do popular prefeito da Grande Manchester, Andy Burnham, que não pode lançar formalmente sua candidatura até encontrar uma forma de voltar ao Parlamento.
Semanas de especulação sobre o futuro de Starmer se transformaram em rebelião aberta dentro do Partido Trabalhista, no poder, quando Burnham declarou sua intenção de buscar o cargo máximo e outros dois integrantes seniores se posicionaram para lançar suas próprias candidaturas. A pressão para substituir o atual premiê aumentou depois que o Trabalhismo registrou resultados desastrosos nas eleições locais da semana passada, perdendo votos para o Reform UK à direita e para o Partido Verde à esquerda.

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O ministro da Habitação, Steve Reed, pediu na sexta-feira aos membros do partido que recuassem à beira de uma disputa pela liderança – que, segundo ele, impediria o governo de enfrentar questões como a crise do custo de vida e fortaleceria as chances do Reform UK. O apelo veio após uma semana em que as manobras políticas ofuscaram todo o resto em Westminster.
Depois que dezenas de parlamentares trabalhistas pediram publicamente que Starmer renunciasse, o secretário de Saúde, Wes Streeting, tornou-se o primeiro ministro do gabinete a pedir demissão. Embora tenha elogiado a “coragem e o estadismo” do premiê em assuntos internacionais, Streeting disse que perdeu a confiança na liderança do primeiro-ministro por erros em temas domésticos.
Streeting não chegou a se apresentar como o melhor candidato para liderar o partido na próxima eleição geral, sugerindo que Starmer deveria se afastar para permitir que um campo “amplo” de candidatos debata o futuro da legenda. Isso pareceu ser um aceno a Burnham, que vem buscando uma forma de retornar à Câmara dos Comuns para poder desafiar Starmer pelo posto máximo.
O parlamentar trabalhista Josh Simons, do norte da Inglaterra, renunciou ao seu mandato explicitamente para abrir uma vaga para Burnham. No entanto, esse foi apenas o primeiro passo para Burnham e o caminho até Westminster está longe de ser certo. Antes, ele precisa vencer uma eleição suplementar para representar Makerfield, uma comunidade onde o Reform UK teve resultados fortes nas eleições locais da semana passada.
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