OEA aponta ativismo político estrangeiro na eleição e insultos de chefes de Estado

De acordo com o texto, as semanas que antecederam a votação tiveram disseminação em massa de conteúdo falso

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A missão de observação eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA) registrou que a eleição brasileira teria sido marcada por “ativismo político internacional”, afirmando que manifestações de chefes de Estado estrangeiro chegaram a incluir insultos contra uma das candidaturas.

As conclusões estão no relatório preliminar divulgado na última terça-feira (6), que também aponta que a votação do primeiro turno foi pacífica.

“Assim como já foi observado pelas MOEs da OEA em outras ocasiões, verifica-se uma tendência cada vez mais frequente de chefes de Estado fazerem declarações públicas sobre processos eleitorais em andamento em outros países do continente”, diz o texto.

Para a missão, “as eleições no Brasil não ficaram isentas desse ativismo político internacional e, inclusive, que, neste caso específico, esse ativismo chegou ao extremo de se proferirem insultos contra uma das candidaturas”.

O documento não nomeia os autores das declarações nem a candidatura atingida. Segundo a missão, representantes de partidos e da sociedade civil relataram preocupação com declarações e ações de atores estrangeiros durante a campanha.

Integrantes do governo atribuem aos presidentes Donald Trump (EUA) e Javier Milei (Argentina) movimentos em favor de Flávio Bolsonaro, que disputa a Presidência contra Lula (PT). No fim de setembro, o PT pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de uma apuração sobre suposta interferência estrangeira nas eleições.

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A missão classificou como “particularmente preocupante” a circulação de informações falsas sobre a eleição e os ataques sem fundamento ao sistema eleitoral. De acordo com o texto, as semanas que antecederam a votação tiveram disseminação em massa de conteúdo falso.

Chefiada pelo ex-secretário-geral da OEA e ex-chanceler chileno José Miguel Insulza, a missão reuniu 91 observadores de 23 nacionalidades em 20 estados e no Distrito Federal. A equipe volta ao país para acompanhar o segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro.