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Os relatos de problemas com navios de guerra dos Estados Unidos estão se multiplicando, o que tem levantado dúvidas sobre como tem sido feitas as manutenções dessas embarcações. O caso mais recente foi o do USS Benfold, contratorpedeiro lança-mísseis da classe Arleigh Burke, que sofreu uma falha de engenharia enquanto realizava operações rotineiras no Indo-Pacífico.
Segundo agências de notícias e sites militares especializados, o navio perdeu a energia por quatro dias no Mar do Sul da China após uma confirmada falha nos geradores. Nesse período, os mais de 300 marinheiros ficaram sem serviços de cozinha, banheiros e ar-condicionado – o problema também afetou a reserva de água potável.
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Em comunicado, o comandante Matthew Comer, porta-voz da 7ª Frota dos EUA, relatou que que não houve feridos no incidente. Ele elogiou a equipe por sua “resiliência, determinação, profissionalismo e firmeza inabalável”. No período, o Benfold recebeu o apoio do porta-aviões George Washington e do cruzador USS Robert Smalls, que ajudaram a fornecer refeições para a tripulação.
O problema foi reportado no dia 24 de julho e rebocadores levaram a embarcação de 30 anos para a Baía de Subic, nas Filipinas, para reparos. A energia do navio foi restaurada em 30 de julho e o navio partiu em 8 de agosto, á com todos os sistemas de engenharia, sistemas de combate e sistemas de apoio à tripulação funcionando normalmente.
Outros casos
O caso se soma a outros, que têm levado a um crescente escrutínio na opinião pública americana. Na semana passada, surgiram relatos de problemas de saúde mental, feitos por familiares de militares a bordo do USS Abraham Lincoln, um navio que está em combate com o Irã há mais de cinco meses e no mar há nove meses.
A embarcação, que tem 5.000 marinheiros e fuzileiros a bordo, passou 250 dias consecutivos sem aportar – tirando dos tripulantes a oportunidade de ver as suas famílias e amigos.
Segundo esses relatos, pelo menos um marinheiro tentou saltar ao mar, e outros marinheiros estão reportando incidentes como exaustão, pensamentos suicidas e baixo moral, bem como preocupações de segurança, escassez de alimentos, contaminação da água e perturbações no sistema de correio do navio.
O Secretário da Defesa, Pete Hegseth, contestou esses relatos sobre a condição do Lincoln, enquanto o próprio presidente Donald Trump disse que o serviço no navio “não é nem perto de ser suficientemente longo”.
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Mesmo assim, o USS George Washington estará supostamente a caminho do Oriente Médio Oriente para substituir o USS Abraham Lincoln.
Outro caso recente relatado é o do USS Boxer, navio de assalto anfíbio da classe Wasp, onde haveria escassez de produtos de higiene feminina.
Em 16 de março de 2026, um incêndio a bordo do USS Gerald R. Ford teria levado mais de 30 horas para ser extinto. Os relatos são de que o fogo começou na principal área de lavanderia do porta-aviões, forçando mais de 600 marinheiros a dormirem no chão e nas mesas após perderem os espaços para dormir. Dois marinheiros teriam ficado feridos e dezenas sofreram inalação de fumaça.
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No ano passado, várias notícias deram conta de que o porta-aviões Gerald R. Ford, comissionado em 2017 e que custou US$ 13 bilhões aos cofres dos EUA, passou a enfrentar problemas em seus sistemas de esgoto, que se mostraram ineficientes para suportar o uso por um prazo muito estendido de quase 4,6 mil marinheiros.