Na Índia, Lula alerta sobre desafios da IA e defende regulamentação de big techs

Presidente também destacou que conteúdos falsos manipulados por IA afetam processos eleitorais e colocam em risco a ‌democracia

Reuters

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, interagem durante a Cúpula de Impacto da IA, em Nova Delhi, Índia, em 19 de fevereiro de 2026. (Foto: Assessoria de Imprensa da Índia/Divulgação via REUTERS)
O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, interagem durante a Cúpula de Impacto da IA, em Nova Delhi, Índia, em 19 de fevereiro de 2026. (Foto: Assessoria de Imprensa da Índia/Divulgação via REUTERS)

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O presidente ⁠Luiz Inácio Lula da ⁠Silva disse nesta quinta-feira (19), em seu ‌primeiro discurso da viagem à Índia, que a governança global da Inteligência Artificial ‌assume um papel estratégico para enfrentar o que considerou “práticas extremamente nefastas” e que colocam a democracia “em risco”.

Em declarações feitas na cúpula sobre o impacto ⁠da ‌IA em Nova Délhi, Lula ⁠disse que a inovação tecnológica tem criado um impacto positivo para a sociedade, mas que também pode fomentar práticas como o “emprego de armas ​autônomas, discursos de ódio, desinformação, pornografia infantil, feminicídio, violência contra mulheres e ​meninas e precarização do trabalho”.

Além disso, destacou que conteúdos falsos manipulados por inteligência artificial afetam processos eleitorais e colocam em risco a ‌democracia.

Lula sugeriu que uma regulamentação ​das Big Techs poderia ser aplicada pela Organização das Nações Unidas para proteger os direitos ⁠humanos na ​esfera digital, ​promover a integridade da informação e proteger as ⁠indústrias criativas. Ele acrescentou ​que atualmente os dados gerados “estão sendo apropriados por poucos conglomerados sem contrapartida equivalente”.

“O ​regime de governança dessas tecnologias definirá quem participa, quem é explorado ​e quem ⁠ficará à margem desse processo.”

Lula afirmou que as ⁠capacidades tecnológicas permanecem concentradas em poucos países e empresas, e que a inteligência artificial poderá aprofundar desigualdades históricas se não houver “ação coletiva”.