Maduro diz estar “bem” e pede união em mensagem da prisão

Ex-presidente venezuelano fala em reconciliação enquanto responde a acusações nos EUA

Marina Verenicz

O presidente venezuelano Nicolás Maduro, capturado, é escoltado até o Tribunal Federal Daniel Patrick de Manhattan para sua primeira audiência perante o tribunal, onde enfrentará acusações federais americanas, incluindo narcoterrorismo, conspiração, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e outros crimes. A foto foi tirada no heliporto de Downtown Manhattan, em Nova York, EUA, em 5 de janeiro de 2026. REUTERS/Adam Gray
O presidente venezuelano Nicolás Maduro, capturado, é escoltado até o Tribunal Federal Daniel Patrick de Manhattan para sua primeira audiência perante o tribunal, onde enfrentará acusações federais americanas, incluindo narcoterrorismo, conspiração, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e outros crimes. A foto foi tirada no heliporto de Downtown Manhattan, em Nova York, EUA, em 5 de janeiro de 2026. REUTERS/Adam Gray

Publicidade

O ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, divulgou neste sábado (28) sua primeira mensagem pública desde que passou a responder a acusações criminais nos Estados Unidos. Em publicação nas redes sociais, afirmou estar “bem” e pediu união nacional em meio ao processo judicial.

No texto, Maduro disse que permanece “firme, sereno e em oração permanente”, ao lado da esposa, Cilia Flores, que também está sob custódia. Ambos foram capturados em janeiro em uma operação conduzida pelos Estados Unidos e respondem a acusações como narcoterrorismo em um tribunal federal em Nova York.

A manifestação ocorre após nova audiência realizada nesta semana, que terminou sem decisão sobre pontos centrais do processo, incluindo a forma de financiamento da defesa. As sanções americanas impedem o uso de recursos do governo venezuelano, o que tem sido questionado pelos advogados do casal.

Continua depois da publicidade

Na mensagem, Maduro agradeceu demonstrações de apoio recebidas e afirmou que essas manifestações têm servido como fonte de “força espiritual”. O ex-presidente também defendeu um processo de reconciliação no país e pediu que a população siga “consolidando a paz”.

Maduro e a esposa permanecem detidos em Nova York, com comunicação restrita e contatos limitados com familiares e advogados. Em audiências anteriores, o ex-presidente se declarou inocente e chegou a se definir como “prisioneiro de guerra”.