Guerra no Irã pode levar 45 milhões à fome aguda, diz Programa Mundial de Alimentos

Os ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, que começaram no final de fevereiro, sufocaram ⁠as ‌principais rotas de ajuda humanitária

Reuters

Autoridades israelenses trabalham no local de um incêndio causado por fragmentos de um projétil iraniano em Tel Aviv, em 15 de março. (Foto: Bloomberg)
Autoridades israelenses trabalham no local de um incêndio causado por fragmentos de um projétil iraniano em Tel Aviv, em 15 de março. (Foto: Bloomberg)

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Dezenas de milhões de ⁠pessoas a mais enfrentarão fome aguda ‌se a guerra do Irã continuar até junho, de acordo com análise ‌do Programa Mundial de Alimentos divulgada nesta terça-feira.

Os ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, que começaram no final de fevereiro, sufocaram ⁠as ‌principais rotas de ajuda humanitária, ⁠atrasando as remessas que salvam vidas em algumas das piores crises do mundo.

Prevê-se que mais 45 milhões de pessoas serão empurradas para a fome ​aguda devido aos aumentos nos custos de alimentos, petróleo e transporte, ​elevando a contagem global acima do nível recorde atual de 319 milhões, disse o diretor-executivo adjunto do Programa Mundial de Alimentos, Carl Skau, a ‌repórteres em Genebra.

‘Isso levaria ​os níveis globais de fome a um recorde histórico e é uma perspectiva terrível, terrível’, disse ⁠ele. ‘Antes ​dessa guerra, ​já estávamos em uma tempestade perfeita em que a ⁠fome nunca foi tão ​grave como agora, em termos de números e de profundidade da fome’, acrescentou.

Skau ​disse que os custos de remessa aumentaram 18% desde o início ​dos ataques ⁠israelenses e norte-americanos contra o Irã e que alguns ⁠tiveram que ser redirecionados. Os custos extras se somam aos cortes profundos nos gastos do PMA, já que os doadores se concentram mais na defesa, ​acrescentou.