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A Finlândia concluiu a construção de 200 quilômetros de cerca ao longo de sua fronteira com a Rússia, reforçando a vigilância no maior trecho da fronteira da OTAN com seu principal adversário.
A barreira foi erguida para conter fluxos migratórios irregulares. Além de uma cerca de 4,5 metros de altura instalada em dezenas de pontos, a estrutura conta com sistemas de monitoramento tecnológico e é acompanhada por estradas de patrulhamento, informou a Guarda de Fronteira finlandesa.
A cerca cobre cerca de 15% dos aproximadamente 1.300 quilômetros de fronteira entre Finlândia e Rússia.
A construção começou após a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, que redesenhou o cenário de segurança europeu e levou a Finlândia a ingressar na OTAN. Autoridades finlandesas afirmam que Moscou já havia organizado fluxos migratórios pela fronteira em 2015 e 2016, em uma ação posteriormente classificada como uma operação híbrida.
Em 2023, quando os planos da cerca já estavam em andamento, mais de mil pessoas entraram na Finlândia vindas da Rússia sem a documentação adequada. O país nórdico acusou Moscou de incentivar a chegada de solicitantes de asilo à fronteira. A Rússia nega a acusação.

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Como resposta, a Finlândia fechou todas as passagens de sua fronteira oriental para o tráfego de passageiros em 2023 e mantém as restrições para evitar que a migração seja utilizada como instrumento de pressão política.
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“Sem a cerca na fronteira, não é possível controlar a migração instrumentalizada de forma eficiente e confiável”, afirmou o vice-almirante Markku Hassinen, chefe da Guarda de Fronteira finlandesa.
A obra foi concluída abaixo do orçamento previsto, com custo total de 356 milhões de euros (US$ 414 milhões). Centenas de empresas participaram do projeto, que também afetou cerca de mil proprietários de terras.
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