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Os Estados Unidos divulgaram detalhes dos planos para ampliar seu controle sobre o setor petrolífero da Venezuela. Pelo “acordo”, a empresa privada North American Blue Energy Partners (Nabep), na qual o governo americano terá uma participação de 35%, assumirá os direitos de exploração e produção de 17 campos de petróleo no país.
A maior parte dessas áreas estava anteriormente sob controle de empresas chinesas e russas, além de grupos ligados a aliados locais do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro.

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Na prática, o arranjo amplia a presença americana sobre ativos estratégicos da indústria petrolífera venezuelana e reforça a influência de Washington sobre um dos principais setores da economia do país.
A petroleira, que anteriormente pertencia ao magnata americano do setor Harry Sargeant, é agora controlada pelo empresário venezuelano Alejandro Betancourt, considerado próximo dos Estados Unidos.
Pelo “acordo”, a companhia terá uma concessão de cem anos para explorar os campos. Os Estados Unidos, por sua vez, terão garantida a compra de 20% do petróleo produzido pela empresa a preço de custo, além de direito de preferência sobre os 80% restantes.
Poder de veto
O “acordo” também dá ao governo americano poder de veto sobre a nomeação de integrantes do Conselho de Administração da Nabep. A maioria dos membros do colegiado deverá ser composta por cidadãos americanos, o que assegura a Washington influência direta sobre a gestão da companhia.
A Nabep é a segunda maior produtora privada de petróleo da Venezuela, atrás apenas da americana Chevron. Os 17 campos que passam agora para seu controle reúnem reservas provadas estimadas em 65 bilhões de barris, o equivalente a cerca de um quinto de todas as reservas de petróleo do país.
A divulgação dos detalhes ocorre sete meses após a captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro em uma operação militar secreta. Na ação, forças americanas retiraram Maduro da Venezuela em helicópteros e o levaram aos Estados Unidos, onde ele deverá ser julgado sob acusações de envolvimento com narcoterrorismo e tráfico de drogas.
Maduro está detido no Metropolitan Detention Center Brooklyn, em Nova York, ao lado de sua esposa, Cilia Flores. O julgamento está previsto para 2027.
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