Publicidade
MADRI, 29 Set (Reuters) – O Ministério da Defesa da Espanha informou nesta quarta-feira que havia alertado a promotoria sobre um relatório da Anistia Internacional que alega que militares torturaram ou maltrataram imigrantes em Ceuta, e ordenou uma investigação interna para apurar se algum militar é culpado.
A organização de direitos humanos acusou membros das Forças Armadas da Espanha de tortura e outros tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes contra imigrantes retidos no enclave norte-africano, depois que mais de 72 mil cruzaram a fronteira vindo do Marrocos no final de julho.

Reunião bilateral entre EUA e Brasil começa em Milwaukee às margens do G20
O ministro das Relações Exteriores (MRE), Mauro Vieira, irá conduzir a reunião do lado brasileiro

Democratas dos EUA rejeitam rótulo de comunistas às vésperas de eleições
Dezenas de democratas em disputas acirradas estão declarando seu apoio ao capitalismo em publicações nas redes sociais
Embora a maioria dos imigrantes tenha voltado posteriormente, pelo menos 10 mil permanecem no minúsculo enclave espanhol no Norte da África, sobrecarregando os recursos locais e alimentando tensões.
O diretor da Anistia Internacional Espanha, Esteban Beltrán, disse à Reuters que a organização havia documentado 22 casos de tortura e abuso por parte de militares. No que ele descreveu como um padrão recorrente, as tropas perseguiram, espancaram e humilharam imigrantes, incluindo mulheres e crianças desacompanhadas, em operações noturnas.
A Anistia afirmou que as fotografias e vídeos analisados eram consistentes com as alegações de uso excessivo da força, incluindo imagens de militares encapuzados agredindo imigrantes e borrifando seus rostos com substâncias irritantes antes de empurrá-los para o outro lado da fronteira.
“Tendo em vista o relatório divulgado pela Anistia Internacional, foi decidido encaminhá-lo à promotoria e ao tribunal de plantão em Ceuta, além de instruir o Comando de Operações a investigar e esclarecer quaisquer possíveis responsabilidades individuais”, afirmou o Ministério da Defesa.
Continua depois da publicidade