Emirados Árabes rejeitam controle exclusivo do Irã sobre o Estreito de Ormuz

Os Emirados Árabes afirmaram que o Irã deve enfrentar consequências por ameaçar petroleiros e embarcações comerciais no estreito com minas, drones ou mísseis

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Um alto funcionário dos Emirados Árabes Unidos afirmou nesta segunda-feira, 7, que “nenhum estado único” deve controlar o Estreito de Ormuz, após o Irã ter dito que planeja anunciar uma nova “zona de exclusão” perto da via navegável, visando embarcações que pretendem transitar.

“Nossas exportações de energia não serão mantidas como reféns, nem nossa atividade comercial e econômica”, disse Anwar Gargash, conselheiro diplomático do presidente dos Emirados Árabes Unidos, em um fórum de líderes mundiais em Abu Dhabi.

Gargash afirmou que o Irã deve enfrentar consequências por ameaçar petroleiros e embarcações comerciais no estreito com minas, drones ou mísseis. “Usar uma via navegável internacional como instrumento de coerção é inaceitável”, acrescentou.

Os Emirados Árabes Unidos, aliado próximo dos EUA e com bases americanas em seu território, foram repetidamente alvo de mísseis e drones iranianos ao longo da guerra.

No Mar Vermelho, os houthis reivindicaram a derrubada de avião de reconhecimento sauditanesta segunda-feira, segundo comunicado do porta-voz militar Yahya Saree.

A aeronave foi detectada no espaço aéreo da província de Jawf, de acordo com Saree, que disse que a aeronave pertencia à vizinha Arábia Saudita e estava buscando realizar “ações hostis”.

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Saree acrescentou que, nas últimas 24 horas, um total de três drones de reconhecimento pertencentes à Arábia Saudita foram derrubados, incluindo um que foi avistado na manhã de segunda-feira na província de Bayda.