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CINGAPURA/NOVA DELHI, 21 Jul (Reuters) – Dois petroleiros carregados com petróleo bruto saudita com destino à China e à Índia deram meia-volta no Mar Vermelho nesta terça-feira, rumando para o Canal de Suez em vez de enfrentar a costa do Iêmen, após um alerta da milícia iemenita houthi, alinhada com o Irã.
As mudanças de rumo dos navios, o Xin Long Yang e o Rodos, sugerem uma segunda possível interrupção em uma importante rota marítima, o que poderia agravar o déficit nos mercados globais de energia causado pelo fechamento do Estreito de Ormuz.

Ameaça dos Houthis aumenta temores de uma guerra mais ampla
O anúncio dos houthis de que o grupo pretende atacar o transporte marítimo saudita ameaça aumentar a turbulência nos mercados de petróleo, que continuam em níveis bem mais altos do que antes da guerra

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Os houthis declararam um bloqueio naval contra a Arábia Saudita na segunda-feira, abrindo uma nova frente potencial na guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e aumentando a ameaça ao abastecimento e ao comércio global de energia para além do Golfo Pérsico.
O grupo, em um email enviado às empresas de navegação, alertou-as para que não carregassem nem descarregassem cargas nos portos da Arábia Saudita e afirmou que tal atividade poderia resultar em ataques “em qualquer local”.
Os houthis controlam o norte do Iêmen, incluindo a costa de Bab el-Mandeb, o estreito na foz do Mar Vermelho. Como o Estreito de Ormuz, que controla o acesso ao Golfo, foi bloqueado durante a guerra, o porto saudita de Yanbu, no Mar Vermelho, tornou-se a principal rota alternativa para o petróleo do Oriente Médio, permitindo a exportação de milhões de barris por dia.
Os custos do seguro contra riscos de guerra já subiram nas últimas 24 horas, com as avaliações de risco para os portos sauditas sendo reavaliadas, informaram fontes do setor de seguros nesta terça-feira.
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“Recomenda-se que as embarcações que fazem escala nos portos da Arábia Saudita reconsiderem a travessia do Mar Vermelho e avaliem a implementação de medidas de mitigação reforçadas”, afirmou a empresa britânica de segurança marítima Ambrey, acrescentando que avaliou que as embarcações que fazem escala nos portos da Arábia Saudita “estão em alto risco”.