Dois navios que transportavam petróleo saudita dão meia-volta no Mar Vermelho

As mudanças de rumo dos navios, o Xin Long Yang e o Rodos, sugerem uma segunda possível interrupção em uma importante rota marítima

Reuters

Petroleiros e navios de carga ancorados perto do Porto Sultan Qaboos, em Mascate, Omã, em 21 de junho. Fotógrafa: Elke Scholiers/Getty Images
Petroleiros e navios de carga ancorados perto do Porto Sultan Qaboos, em Mascate, Omã, em 21 de junho. Fotógrafa: Elke Scholiers/Getty Images

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CINGAPURA/NOVA DELHI, 21 Jul (Reuters) – Dois petroleiros carregados ⁠com petróleo bruto saudita com destino à China e ‌à Índia deram meia-volta no Mar Vermelho nesta terça-feira, rumando para o Canal de Suez em vez de enfrentar ‌a costa do Iêmen, após um alerta da milícia iemenita houthi, alinhada com o Irã.

As mudanças de rumo dos navios, o Xin Long Yang e o Rodos, sugerem uma segunda possível interrupção em uma importante rota marítima, o que poderia ⁠agravar ‌o déficit nos mercados globais de energia causado pelo ⁠fechamento do Estreito de Ormuz.

Os houthis declararam um bloqueio naval contra a Arábia Saudita na segunda-feira, abrindo uma nova frente potencial na guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e aumentando a ameaça ​ao abastecimento e ao comércio global de energia para além do Golfo Pérsico.

O grupo, em um email enviado às ​empresas de navegação, alertou-as para que não carregassem nem descarregassem cargas nos portos da Arábia Saudita e afirmou que tal atividade poderia resultar em ataques “em qualquer local”.

Os houthis controlam o norte do Iêmen, incluindo a costa de ‌Bab el-Mandeb, o estreito na foz do ​Mar Vermelho. Como o Estreito de Ormuz, que controla o acesso ao Golfo, foi bloqueado durante a guerra, o porto saudita de Yanbu, no ⁠Mar Vermelho, tornou-se ​a principal rota ​alternativa para o petróleo do Oriente Médio, permitindo a exportação de milhões de ⁠barris por dia.

Os custos do ​seguro contra riscos de guerra já subiram nas últimas 24 horas, com as avaliações de risco para os portos sauditas sendo reavaliadas, ​informaram fontes do setor de seguros nesta terça-feira.

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“Recomenda-se que as embarcações que fazem escala nos portos da ​Arábia Saudita reconsiderem ⁠a travessia do Mar Vermelho e avaliem a implementação de medidas de mitigação ⁠reforçadas”, afirmou a empresa britânica de segurança marítima Ambrey, acrescentando que avaliou que as embarcações que fazem escala nos portos da Arábia Saudita “estão em alto risco”.