Documentário sobre Melania Trump bate recorde com US$ 7 mi em estreia nos EUA

Os ingressos da produção da Amazon foram impulsionados principalmente por mulheres e por espectadores acima de 55 anos

Felipe Moreira

A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, participa da estreia do documentário “Melania” no John F. Kennedy Center for the Performing Arts, recentemente rebatizado para incluir o nome do presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington, D.C., em 29 de janeiro de 2026. REUTERS/Kevin Lamarque
A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, participa da estreia do documentário “Melania” no John F. Kennedy Center for the Performing Arts, recentemente rebatizado para incluir o nome do presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington, D.C., em 29 de janeiro de 2026. REUTERS/Kevin Lamarque

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O documentário “Melania”, da Amazon MGM Studios, surpreendeu ao arrecadar US$ 7 milhões nas bilheterias domésticas em seu fim de semana de estreia, o melhor desempenho de um documentário não musical em mais de uma década, segundo informações da emissora CNBC. A produção retrata Melania Trump, ex-modelo e esposa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo dados da Comscore, documentários normalmente não figuram entre os grandes motores de venda de ingressos: a maioria dos lançamentos dos últimos dez anos abriu com menos de US$ 5 milhões e terminou com receitas globais entre US$ 10 milhões e US$ 20 milhões. Produções ligadas a artistas musicais costumam ir além desses números por contarem com bases de fãs consolidadas.

O recorde histórico segue com “Fahrenheit 9/11”, de Michael Moore, que estreou em 2004 com US$ 23,9 milhões e acumulou US$ 119 milhões no mercado doméstico, mantendo-se como o documentário político de maior bilheteria.

“Estamos muito encorajados pelo forte começo e pela resposta positiva do público, com as receitas iniciais de ‘Melania’ superando nossas expectativas”, afirmou à CNBC Kevin Wilson, chefe de distribuição doméstica da Amazon MGM Studios. Segundo ele, o desempenho inicial é apenas o primeiro passo de um ciclo mais longo para o filme e para a futura série documental, que deve se estender além das salas de cinema e ganhar relevância no streaming da companhia.

A Amazon, que controla o Prime Video, teria desembolsado cerca de US$ 40 milhões pelos direitos do documentário, além de um valor semelhante em marketing, de acordo com relatos da indústria.

Os ingressos foram impulsionados principalmente por mulheres e por espectadores acima de 55 anos, grupos que responderam por 70% ou mais da arrecadação. Cidades pequenas também tiveram peso relevante: salas localizadas em áreas com menos de 500 mil habitantes representaram 46% do faturamento total, bem acima da média histórica de cerca de 30%, segundo dados da EntTelligence.

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A consultoria estima que aproximadamente 600 mil pessoas assistiram ao filme no fim de semana de estreia.

Embora a recepção do público tenha sido majoritariamente positiva, com o “Popcornmeter” do Rotten Tomatoes marcando 99% a partir de mais de 500 avaliações, a crítica profissional foi bem mais dura. Entre 19 resenhas publicadas, o documentário soma apenas 11% de aprovação no site, com vários críticos descrevendo a produção como “propaganda”.