Comitê de Congresso dos EUA pede renúncia de chefe do Serviço Secreto após depoimento

Kimberly Cheatle se recusou a responder perguntas sobre as falhas de segurança que levaram à tentativa de assassinato de Trump

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A diretora do Serviço Secreto dos EUA, Kimberly Cheatle, presta juramento durante uma audiência do Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes (REUTERS/Kevin Mohatt)
A diretora do Serviço Secreto dos EUA, Kimberly Cheatle, presta juramento durante uma audiência do Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes (REUTERS/Kevin Mohatt)

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Líderes de um comitê da Câmara dos Representantes dos EUA pediram a renúncia da diretora do Serviço Secreto, Kimberly Cheatle, após seu depoimento nesta segunda-feira, no qual ela se recusou várias vezes a responder perguntas sobre as falhas de segurança que levaram à tentativa de assassinato do ex-presidente Donald Trump.

Um espectador do comício foi morto e o ex-presidente e dois participantes ficaram feridos no tiroteio.

Cheatle, que depôs por mais de quatro horas, chamou o atentado no comício de Trump de “a falha operacional mais significativa” da agência em décadas.

Ela se recusou a responder perguntas sobre como o atirador acessou o telhado do prédio de onde ele fez os disparos, como ele conseguiu entrar com uma arma de fogo no evento e por que Trump foi autorizado a subir ao palco apesar de avisos sobre uma pessoa suspeita.

A diretora do Serviço Secreto repetiu diversas vezes que a investigação ainda estava em andamento e não poderia dar mais detalhes.

Perguntada por uma deputada republicana se ela havia se desculpado pessoalmente com o ex-presidente, Cheatle respondeu que sim.

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“Donald Trump está vivo e, graças a Deus por isso, vocês parecem incompetentes. Se Donald Trump tivesse sido morto, vocês pareceriam culpados”, disse outro deputado republicano, pedindo ao presidente Biden que demitisse Cheatle se ela não renunciasse.

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