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Menos de 24 horas após levantar suspeitas sobre a apuração do primeiro turno presidencial na Colômbia, o candidato governista Iván Cepeda adotou um tom mais cauteloso e afirmou não ter encontrado evidências de irregularidades capazes de comprometer o resultado das urnas.
Em declaração à imprensa nesta segunda-feira (1º), Cepeda disse que sua equipe revisou os dados disponíveis após a votação de domingo (31) e não identificou, até o momento, elementos que justificassem uma contestação formal do processo eleitoral.
“Fizemos as verificações necessárias. E até agora, preciso dizer, porque sou uma pessoa séria e transparente, não encontramos neste momento fatos de uma dimensão ou profundidade que mereçam um pronunciamento sobre eventuais irregularidades”, afirmou.
A mudança de postura ocorre após uma noite de forte tensão política. No domingo, enquanto a apuração ainda estava em andamento, Cepeda havia evitado reconhecer o resultado preliminar e alegado a existência de discrepâncias relacionadas ao comparecimento de eleitores e a votações que considerava atípicas em alguns locais.
O resultado acabou contrariando parte das expectativas do mercado político colombiano. Embora pesquisas divulgadas antes da votação apontassem vantagem para o candidato governista, quem terminou o primeiro turno na liderança foi o representante da direita, Abelardo de La Espriella, conhecido como “El Tigre”.
Segundo os números oficiais, o candidato conservador recebeu 43,74% dos votos, enquanto Cepeda ficou com 40,9%, levando a disputa para um segundo turno altamente polarizado.
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Petro questiona resultado
Antes mesmo da manifestação de Cepeda nesta segunda-feira, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, já havia colocado em dúvida a legitimidade do processo eleitoral.
O mandatário afirmou não reconhecer os resultados e alegou que mais de 800 mil pessoas teriam sido incorporadas de forma irregular ao cadastro eleitoral nas semanas que antecederam a votação.
As declarações ampliaram a pressão sobre as autoridades eleitorais e provocaram reação imediata da campanha adversária.
De La Espriella acusou o governo de tentar deslegitimar a vontade popular e pediu atenção das instituições de segurança diante da possibilidade de contestação do resultado.
“[Faço] um chamado à Força Pública e ao Exército da pátria para que ativem o mecanismo constitucional no caso de que esse delinquente pretenda não reconhecer a vontade do povo colombiano”, declarou o candidato conservador ao se referir a Petro.
