Governos europeus criticam Israel após vídeo de ministro com ativistas de flotilha

Itamar Ben-Gvir foi alvo de repreensão externa por imagens com detidos rumo a Gaza; Israel deporta todos os ativistas

Reuters

Ativos mencionados na matéria

Barco da Marinha israelense intercepta flotilha a caminho de Gaza
   18 de maio de 2026  Captura de tela/Divulgação via REUTERS
Barco da Marinha israelense intercepta flotilha a caminho de Gaza 18 de maio de 2026 Captura de tela/Divulgação via REUTERS

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JERUSALÉM, 21 Mai (Reuters) – Os governos ⁠ocidentais expressaram sua indignação na quinta-feira, depois que ⁠o ministro da Segurança de extrema-direita de Israel publicou um vídeo em ‌que ele mesmo zomba dos ativistas da flotilha com destino a Gaza, enquanto eram imobilizados no chão, sendo que dois deles alegaram ter sido ‌agredidos fisicamente durante a detenção.

O tratamento dado aos ativistas por policiais sob a direção do ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, também atraiu uma repreensão do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e dos Estados Unidos, o mais firme aliado de Israel.

Os ativistas, cuja embarcação foi interceptada na quarta-feira em águas internacionais pelas forças navais ⁠israelenses ‌quando tentavam entregar ajuda humanitária a Gaza, foram todos deportados de Israel ⁠na quinta-feira, informou o Ministério das Relações Exteriores de Israel.

Em toda a Europa, governos convocaram os embaixadores israelenses para condenar o vídeo. A Itália exigiu um pedido de desculpas, a Espanha disse que não toleraria maus-tratos a seus cidadãos e a França exigiu a libertação de todos ​os detidos.

O Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido afirmou que o vídeo ‘viola os padrões mais básicos de respeito e dignidade das pessoas’, enquanto ​o ministro das Relações Exteriores da Polônia pediu que Ben-Gvir fosse proibido de entrar no país.

O embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, disse que Ben-Gvir havia ‘traído a dignidade de sua nação’.

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A manifestação de indignação ocorre após a publicação de vídeos de campanha de Ben-Gvir e de pelo menos outro ‌ministro do governo de Netanyahu, a ministra dos ​Transportes Miri Regev, mostrando-os visitando o porto e criticando os manifestantes, em atitudes que visam chamar a atenção antes de uma possível eleição antecipada em Israel.

Thameen al-Kheetan, porta-voz do Escritório do ⁠Alto Comissariado das Nações Unidas ​para os Direitos Humanos, ​disse que a prisão dos ativistas no mar parecia ser ilegal, e que qualquer maltrato deveria ⁠ser investigado e os responsáveis punidos.

‘Não é ​crime demonstrar solidariedade e levar assistência humanitária às pessoas que estão precisando muito dela em Gaza’, declarou ele à Reuters.

Os organizadores da flotilha afirmam que seu objetivo era ​romper o bloqueio de Israel a Gaza, entregando ajuda humanitária, que, segundo as instituições de caridade, ainda é escassa, apesar do cessar-fogo ​mediado pelos EUA entre ⁠Israel e o Hamas, em vigor desde outubro de 2025, que inclui garantias de maior assistência.

A flotilha ⁠partiu do sul da Turquia esta semana antes de ser interceptada na quarta-feira. As flotilhas anteriores –incluindo uma que levava a ativista sueca Greta Thunberg — também foram interceptadas por Israel, e os participantes foram deportados posteriormente.