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SÃO PAULO – Mesmo atingindo uma performance inferior ao Ibovespa em julho, a carteira recomendada small caps da XP Investimentos foi mantida em agosto. O segmento envolve empresas de menor valor de mercado e, portanto, é indicado para investidores com perfil mais agressivo.
A carteira da XP apresentou desvalorização de 2,5% em julho, contra alta de 3,5% do benchmark brasileiro. Compõem o grupo as ações da SulAmérica (SULA11), Technos (TECN3), Mills (MILS3), Tecnisa (TCSA3) e Estácio Participações (ESTC3), cada uma com peso de 20%.
O destaque negativo, que justifica a fraca performance da carteira, foram as ações de SulAmérica. “O desempenho ruim do ativo decorre da antecipação pelo mercado de um novo patamar de rentabilidade para as seguradoras no Brasil, especialmente considerando a trajetória descendente da taxa de juros”, explica a equipe de análise da XP em relatório ao mercado.
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A SulAmérica divulgou o balanço no último dia 30, com uma lucratividade baixo do esperado, embora com crescimento no volume de prêmios de seguros. “A combinação de taxa de juros menor com aumento dos índices de sinistralidade prejudicou os resultados financeiro e operacional. Mas permanecemos com visão ‘atrativa’ do papel, dado que o ramo de seguros ainda apresenta relevante capacidade de crescimento no Brasil”, destaca a corretora.
Alta performance
Já do lado de altas, as ações de Technos surpreenderam, acumulando ganhos de mais de 25% desde janeiro, quando foram incluídas na carteira da XP. “Este mês, em particular, a companhia anunciou a aquisição do grupo Touch, um importante player com elevada taxa de crescimento e que galgou um relevante espaço no mercado nacional, em apenas três anos, desde sua fundação em 2009”, analisa a corretora.
“Seguimos confiantes nos papéis da Technos e estamos expostos a ela tendo em vista sua posição de líder e consolidadora no mercado em que atua, lembrando, ainda, que a empresa não possui dívida, fato que a deixa confortável em sua estratégia de crescimento inorgânico”, complementa.
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