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Viver mais amplia os desafios do planejamento financeiro e reforça a importância de pessoas mais velhas terem oportunidades para continuar trabalhando, empreendendo e participando da sociedade.
Isso quer dizer que a discussão sobre longevidade envolve tanto a proteção diante de riscos quanto as condições para manter renda e autonomia ao longo da vida. Vale lembrar que a expectativa de vida média atual do brasileiro já alcança os 76,6 anos, segundo o IBGE.
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Essa perspectiva exige reconhecer os diferentes papéis desse público: além de pessoas que podem precisar de cuidados, os mais velhos são consumidores, profissionais e integrantes de famílias, com experiência e capacidade de contribuição econômica e social.
É o que defendeu Antônio Leitão, especialista em longevidade do Instituto de Longevidade MAG, ao participar do 8º Fórum & Festival Longevidade, realizado entre 24 e 26 de setembro, em São Paulo.
“Falar de longevidade é olhar para a pessoa mais velha em sua integralidade. Ela não é apenas alguém que pode precisar de cuidados ou proteção diante de um risco, mas também uma consumidora, uma profissional, uma integrante da família e uma cidadã com capacidade de contribuir para a sociedade. A proteção financeira e a educação para a longevidade precisam acompanhar essa perspectiva mais ampla.”
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Trabalho e renda fazem parte da discussão
O aumento da expectativa de vida traz desafios para o planejamento das diferentes etapas da vida. Ao mesmo tempo, reforça a importância de ambientes profissionais que reconheçam a experiência e as competências acumuladas ao longo dos anos.
Nesse contexto, a inclusão produtiva — com oportunidades para trabalhar, criar e empreender — integra o debate sobre longevidade. A discussão também passa pelo combate aos estereótipos relacionados à idade, que limitam o reconhecimento das capacidades das pessoas mais velhas.
Para o Instituto, preparar a sociedade para viver mais exige considerar a diversidade das trajetórias de envelhecimento. Isso inclui ouvir esse público na construção de produtos, serviços e políticas que afetam seu presente e seu futuro.
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Autonomia depende de oportunidades
A possibilidade de continuar produzindo e contribuindo para a sociedade também foi abordada por Nilton Molina, presidente do Instituto de Longevidade MAG, em painel do evento. Para ele, as transformações associadas à longevidade exigem uma resposta que envolva empresas, governos, instituições e a população.
“A longevidade precisa ser compreendida como uma transformação social que envolve toda a sociedade. O desafio é construir ambientes, oportunidades e soluções que permitam às pessoas viver mais e melhor, com autonomia, participação e dignidade. Esse debate exige a colaboração entre instituições, empresas, governos e a própria população.”
Além dos painéis, o evento reuniu projetos e organizações identificados pelo Mapeamento do Ecossistema de Inovação Social em Longevidade. O espaço apresentou iniciativas relacionadas aos desafios e às oportunidades do envelhecimento e promoveu a troca de experiências com o público.
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