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SÃO PAULO – O jovem conseguiu a tão sonhada vaga na faculdade e, agora, tem ao alcance de sua mão um novo meio de entrar – provavelmente de vez – para o sistema financeiro: a conta bancária universitária.
“Esse produto é uma forma de estimular a aquisição por esse público, que normalmente não se interessa pela questão”, explicou a técnica da Fundação Procon de São Paulo, Renata Reis.
Tarifas diferenciadas
Normalmente, esses serviços são prestados com tarifas diferenciadas – e extremamente reduzidas – em comparação às cobranças normais.
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Além da taxa menor, válida até um ano após da conclusão do curso na grande maioria das instituições, diversos bancos lançam mão de prestações complementares, como sessão de dicas para controle de gastos e até mesmo para futuro profissional.
Dicas
Com tantos produtos, fica difícil não se render à facilidade e autonomia que ser titular de uma conta bancária proporciona. “Essa é uma oportunidade importante, especialmente se o pai ou responsável puder orientar o jovem e sempre verificar sua movimentação financeira”, explicou Renata.
Mas vale ficar atento às dicas do Procon para que a justificável falta de maturidade no controle das próprias finanças não cause problemas futuros.
“A mesma temática de aquisição de conta convencional vale para a universitária: pedir uma cópia do contrato, normalmente chamada de ficha proposta, e observar bem as condições gerais do serviço, como gratuidades de certos produtos por tempo determinado”, orientou a técnica.
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Além disso, é importante guardar papéis de propaganda e folders que foram apresentados sobre o serviço no momento da contratação e que estimularam o jovem a optar pela instituição financeira. “Isso vale como documento também”, adicionou Renata.
Orientação
Tudo fechado, agora não basta apenas anotar os números da agência e da conta e ficar feliz da vida. A orientação dos pais ou responsáveis nesse momento é muito importante para a educação financeira de quem está começando a ter controle sobre os próprios gastos.
“O jovem deve sempre ficar atento ao que é cobrado pelo banco, sempre conferindo o extrato.” Nada melhor do que pedir ajuda a quem tem mais experiência para não haver confusão.
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“É importante conversar desde cedo com os filhos sobre consciência de crédito, benefícios do pagamentos à vista, controle de gastos. No final, essa é uma boa oportunidade para a educação financeira”, opinou.
Inadimplência
Vale lembrar que o universitário maior de 16 anos que ainda não atingiu a maioridade só poderá abrir a conta se os pais ou responsáveis legais assinarem a contratação. Com isso, em caso de inadimplência, ambos ficarão com o nome negativado em serviços de proteção ao crédito.
Por fim, não há como estipular uma idade limite ou ideal para entrar no sistema financeiro. “Isso varia de pessoa para pessoa”, finalizou Renata.