Veículos: inadimplência com financiamentos cai em julho, mostra Anef

No sétimo mês do ano, a inadimplência dessa linha ficou em 3,4%, ante os 5,3% registrados no mesmo mês do ano passado

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SÃO PAULO – A inadimplência com CDC (Crédito Direto ao Consumidor) para aquisição de veículos por pessoas físicas registrou queda em julho, na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com dados da Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras).

No sétimo mês do ano, a inadimplência dessa linha ficou em 3,4%, ante os 5,3% registrados no mesmo mês do ano passado – um recuo de 1,9 ponto percentual. Para o presidente da Anef, Décio Carbonari de Almeida, essa queda é reflexo da estabilidade do mercado.

“O mercado encontra-se em nível de estabilidade, com as atividades econômicas restabelecidas, as vendas financiadas de automóveis seguindo em sua total normalidade e o consumidor demonstra mais maturidade, pois vem assumindo compromissos dentro de sua capacidade de pagamento”, avalia.

O nível de inadimplência registrado em julho já é menor que o do período pré-crise, em agosto de 2008, quando a taxa alcançou os 3,74%.

Juros e prazos
O balanço da Anef mostra que a taxa média de juros pratica pelas associadas em julho ficou em 1,45% ao mês – um recuo frente ao praticado no mesmo mês de 2009, quando a taxa estava em 1,49% ao mês.

Frente a junho, houve elevação de 0,02 ponto percentual. Almeida ressalta, contudo, que esse aumento é inferior à elevação da Selic. Com relação aos prazos, eles ficaram em 41 meses, ante os 42 verificados no mesmo período do ano passado.

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Saldo
O crédito para financiamento de veículos cresceu 14% em julho, na comparação com igual mês do ano passado. O saldo total das carteiras de leasing e CDC (crédito direto ao consumidor) somou R$ 170,4 bilhões no sétimo mês do ano, como mostra o levantamento da Anef. 

Quando analisadas separadamente, as operações de CDC avançaram 36,7% em um ano, de R$ 84,2 bilhões em julho de 2009 para R$ 115,2 bilhões em julho deste ano. Por outro lado, o leasing registrou recuo de 15,3% no período, com a carteira passando de R$ 65,1 bilhões para R$ 55,2 bilhões.