Valor médio das dívidas com cheques sem fundo sobe 43,7% em março

Já o valor médio de débitos com bancos aumentaram 2,1% e os com cartão de crédito registraram queda de 1,6%, aponta Serasa

Publicidade

SÃO PAULO – Em um ano, o valor médio das dívidas dos consumidores com cheques sem fundos aumentou 43,7%, de acordo com levantamento divulgado nesta terça-feira (13) pela Serasa. Segundo a pesquisa, o valor médio dessas dívidas era de R$ 828,70 no primeiro trimestre do ano passado e passou a ser de R$ 1.191,26 nos três primeiros meses deste ano.

No mesmo período, o valor médio das dívidas com títulos protestados cresceu 10,7%. Em média, elas somavam R$ 1.036,23 por consumidor entre janeiro e março de 2009 e passaram a ser de R$ 1.147,20 no mesmo período de 2010.

Bancos e cartões
As dívidas com bancos também aumentaram. No primeiro trimestre deste ano, o valor médio da dívida de cada consumidor era de R$ 1.386,33, contra R$ 1.357,47 registrados entre janeiro e março do ano passado – um aumento de 2,1%.

Por outro lado, ainda de acordo com a instituição, o valor médio que os consumidores deviam no cartão de crédito no primeiro trimestre deste ano caiu, 1,6%, e os valores passaram de R$ 386,86 para R$ 380,70.

Participação
As dívidas com bancos ainda lideram o ranking de representatividade da inadimplência dos consumidores, de acordo com a tabela abaixo, que mostra a participação no primeiro trimestre de 2009 e o mesmo período deste ano: 

Item Jan-Março 2009 Jan-Março 2010
Bancos 48,4% 43,4%
Cartão de Crédito e financeiras 32,6% 37,1%
Cheques sem fundo 16,9% 17,6%
Títulos protestados 2,1% 1,9%

Fonte: Serasa

Continua depois da publicidade

Inadimplência
Em março, a inadimplência do consumidor subiu 13,9% em relação a fevereiro. Porém, frente a março do ano passado, a taxa registrou a maior queda desde 2000, de 9,1%. No trimestre, também houve queda recorde, de 6,7% – a maior desde 2000.

De acordo com os analistas, os recordes se justificam com o retorno da estabilidade econômica. Já o aumento mensal deve-se ao encerramento do prazo para que os consumidores paguem as dívidas de início de ano.