Valor médio das dívidas com cheques sem fundo sobe 42% no primeiro semestre

O valor médio de débitos com bancos foi o único que caiu (-0,4%). Valor das dívidas com cartão registrou alta (1,8%)

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SÃO PAULO – No primeiro semestre deste ano, o valor médio das dívidas dos consumidores com cheques sem fundos aumentou 41,9%, de acordo com levantamento divulgado nesta segunda-feira (12) pela Serasa.

De acordo com o Indicador Serasa Experian de Inadimplência do consumidor, o valor médio dessas dívidas era de R$ 865,08 nos primeiros seis meses de 2009 e passou a ser de R$ 1.227,82 neste ano.

No mesmo período, o valor médio das dívidas com títulos protestados cresceu 6,4%. Em média, elas somavam R$ 1.087,05 por consumidor entre janeiro e junho de 2009 e passaram a ser de R$ 1.156,29 no mesmo período de 2010.

Bancos e cartões
De acordo com a instituição, o valor médio que os consumidores deviam no cartão de crédito nos primeiros seis meses deste ano subiu 1,8%, e os valores passaram de R$ 378,61 para R$ 385,50.

As dívidas com bancos apresentaram leve queda. Entre janeiro e junho deste ano, o valor médio da dívida de cada consumidor era de R$ 1.335,17, contra R$ 1.340,22 registrados nos seis primeiros meses do ano passado – variação de -0,4%.

Inadimplência deve subir 
Em junho, a inadimplência do consumidor registrou alta de 5,2% em relação a junho de 2009. Frente a maio, o avanço foi de 1,1%. Nos seis primeiros meses, porém, houve um recuo de 2,3% – a maior queda da série, iniciada em 2000, para comparação entre primeiros semestres.

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O gerente de Indicadores de Mercados da Serasa Experian, Luiz Rabi, afirma que a queda recorde para o período é pontual e dificilmente se repetirá. “Tivemos um semestre bom em termos de crescimento econômico e da renda”, diz. Ele explica que o bom cenário também aumenta a oferta de crédito aos consumidores e as vendas financiadas, o que explica as altas da inadimplência nas outras comparações.

O que ocorreu na análise entre os semestres deve-se, explica Rabi, ao fato de o crescimento da economia e o aumento do crédito ser acompanhados pelo aumento da renda dos consumidores, o que garante o pagamento em dia das contas.

Para os próximos meses, contudo, Rabi não vê quedas na inadimplência. “O período entre outubro do ano passado e abril deste ano, quando verificamos apenas quedas na inadimplência, ficou para trás”, afirma. “A inadimplência vai subir. Até o final do ano, vamos ter variações positivas do indicador nas comparações anuais”, enfatiza.

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Participação dos últimos 12 meses
As dívidas com bancos lideram o ranking de representatividade da inadimplência dos consumidores, de acordo com a tabela abaixo, que mostra a participação de cada dívida no total da inadimplência dos últimos 12 meses, terminados em junho deste ano: 

Item 12 meses
Bancos 50%
Cartões e financeiras 32,5%
Cheques 15,6%
Protestos 2%

Fonte: Serasa