Caos aéreo

United Airlines tem cerca de 3 mil funcionários com teste positivo para Covid-19; aéreas do Brasil sofrem impactos com infecções

Centenas de voos nacionais e internacionais também estão sendo cancelados nos aeroportos brasileiros por falta de tripulação, incluindo pilotos e copilotos

Por  Estadão Conteúdo -

O executivo-chefe da United Airlines, Scott Kirby, afirmou em carta aos funcionários que atualmente a empresa tem 3 mil funcionários com teste positivo para Covid-19. A falta de pessoal contribuiu para problemas no tráfego aéreo por ela e várias empresas, nas últimas duas semanas.

Às 12h30 (de Brasília), a ação da empresa avançava 0,49%.

Kirby disse que a exigência de vacina da empresa está funcionando, sem casos de pessoal hospitalizado em sua equipe. Nesta segunda-feira (10), as companhias aéreas cancelaram 900 voos nos EUA, após mais de duas semanas com mais de mil voos diários cancelados.

Situação no Brasil

Centenas de voos nacionais e internacionais também estão sendo cancelados nos aeroportos brasileiros por falta de tripulação, incluindo pilotos e copilotos. A situação tem sido provocada pelo aumento das dispensas médicas no mês de janeiro, por Covid-19 e Influenza.

As três principais companhias aéreas brasileiras – Azul, Gol e Latam – confirmaram o impacto nas operações. Procurada, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) disse que “está monitorando os casos de doenças respiratórias causadas em pilotos, comissários e demais profissionais do setor aéreo”.

O problema fez o Procon-SP notificar, nesta segunda-feira (10), as companhias aéreas Azul (AZUL4) e Latam, pedindo explicações sobre os cancelamentos de voos ocorridos nos últimos dias. Embora a Gol não tenha reportado cancelamentos por este motivo, a aérea também foi notificada pelo órgão.

“As empresas deverão informar até a próxima quarta-feira quantos voos foram cancelados, quantos passageiros foram afetados, a previsão para os próximos 15 dias e qual o plano de contingência para minimizar os danos sofridos pelos consumidores”, disse o Procon-SP.

Segundo o comunicado, as aéreas também deverão explicar como e com qual antecedência os consumidores estão sendo informados, se estão recebendo assistência material e quantos passageiros optaram pelo reembolso ou pela reacomodação em outro voo. No caso de reembolso, o Procon-SP quer saber em que prazo será feito pelas empresas.

O Procon-SP também questiona as empresas sobre quantos funcionários foram diagnosticados com Covid-19 e influenza no momento, se foi exigida a vacinação para ambas as doenças e se existe testagem contínua dos funcionários, bem como escala subsidiária para a tripulação (reserva de segurança para a manutenção dos serviços).

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Procurada, a Gol disse que não vai comentar.

A Latam Brasil informa que foi notificada e que prestará os esclarecimentos necessários ao órgão.

Já a Azul informou por meio de nota que recebeu a notificação do Procon-SP e que responderá ao órgão dentro do prazo estipulado. “A companhia destaca ainda que cumpre a legislação vigente acerca de reembolsos e remarcações de voos”, acrescentou.

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