TV: consumidor paga mais por publicidade que por programação, diz Pro Teste

Em 5 canais fechados analisados, publicidade representa em média 15% da grade. Pro Teste enviou estudo ao Ministério Público

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SÃO PAULO – O aumento no tempo de veiculação de publicidade nos canais de TV por assinatura representa um prejuízo ao consumidor, que paga mais por publicidade do que por programação. A definição é da Pro Teste – Associação de Consumidores, órgão que defende a fixação de um limite para a publicidade na TV paga inferior ao estabelecido para a radiodifusão em geral.

Segundo eles, a principal fonte de recursos das operadoras de TV paga provém da assinatura dos serviços, o que justificaria a fixação de um limite menor. “Não podemos ser coniventes com o aumento gradual do tempo de veiculação como constatamos”, declarou a coordenadora institucional da ProTeste, Maria Inês Dolci.

Estudo
O órgão enviou ao Ministério Público Federal de São Paulo um estudo mostrando que, nos cinco canais de TV por assinatura analisados, as propagandas chegam, em média, a 15% da programação. “(O consumidor) paga pela programação e é obrigado a assistir a uma carga cada vez maior de comerciais”, afirmou a entidade.

As crianças estão entre o público mais afetado, pois o canal infantil analisado atingiu 19,64% de comerciais durante a programação.

Atualmente, não há limite para veiculação de publicidade em canais fechados. Uma proposta de fixação em 12,5% do total diário da programação chegou a tramitar na Câmara, mas foi derrubada. Para a TV aberta, o limite é de 25% da grade.