Tamanho das cédulas pode variar conforme o valor e ajudar deficientes visuais

Projeto, em análise na Câmara dos Deputados, visa beneficiar cerca de 16 milhões de deficientes visuais no Brasil

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SÃO PAULO – Os deficientes visuais podem ser beneficiados com o Projeto de Lei Complementar (PLC) 295/05, da deputada Maria Helena (PPS-RR), que determina tamanhos diferentes para as moedas e cédulas brasileiras.

De acordo com a autora do PLC, que já tramita no Câmara dos Deputados, os 16 milhões de deficientes visuais brasileiros (um milhão deles incapazes de enxergar), de acordo com o Censo 2000, enfrentam grandes dificuldades em simples atividades comercias do dia-a-dia.

Estas pessoas já contam com o auxílio de diferentes texturas nas notas que, por meio do tato, ajudam na identificação do valor das diferentes cédulas emitidas pela Casa da Moeda brasileira.

Diferentes texturas seriam insuficientes

Mesmo assim, segundo a deputada, este auxílio poderia ser insuficiente, já que o desgaste das cédulas reduziria a eficácia destas texturas. “A melhor saída é a diferenciação no tamanho das cédulas, de modo que o desgaste natural não reduza a possibilidade de percepção tátil”, acredita a parlamentar.

A deputada lembra que as cédulas e as moedas tinham tamanhos diferenciados há dezesseis anos, quando o cruzeiro era a moeda oficial. Ela também diz que a mudança poderá ocorrer gradualmente, durante a substituição natural das notas gastas, o que evitará maiores custos para o Tesouro.

Tramitação

O projeto irá para aprovação no Plenário, mas antes será votado pelas comissões de Seguridade Social e Família; Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania.