SP: preços do varejo devem cair, após redução de ICMS

De acordo com a Fecomercio, a medida reforça os planos do governo de São Paulo para impedir que empresas deixem o estado devido à guerra cambial

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SÃO PAULO – O governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, firmou, na última segunda-feira (28), parceria com a Fecomercio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) para reduzir o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) cobrado do comércio varejista, o que deve diminuir o preço dos produtos para o consumidor final.

De acordo com a Fecomercio, a medida reforça os planos do governo de São Paulo para impedir que empresas deixem o estado devido à guerra cambial com outros estados brasileiros. O mesmo já foi feito com o setor industrial, que teve o ICMS de diversos produtos reduzidos de 18% para 12%.

Oportunidades de desenvolvimento
Segundo Alckmin, é importante que este tipo de parceria se torne recorrente, para que as oportunidades de desenvolvimento do País sejam aproveitadas ao máximo.

A ação terá início com a formulação de um estudo, realizado pela Fecomercio, que deve analisar os impactos da medida na economia do estado.

CPMF
O governador também se mostrou contra a criação da CSS (Contribuição Social para a Saúde), imposto destinado à saúde que ficaria no lugar da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), extinta em 2007.

“Sou totalmente contra, a carga tributária tem que ser reduzida e não aumentada”, disse Alckmin. Segundo ele, faltam recursos para a saúde, mas o problema não é falta de arrecadação. “O Brasil tem uma alta carga tributária, o que falta é uma gestão dos recursos existentes”, disse.


Coordenador de conteúdo educacional do InfoMoney, ganhou 3 vezes o prêmio de jornalismo da Abecip