SP fecha 2009 com 48% de endividamento; em 2010, inadimplência será maior

Do total de endividados, 20% têm contas em atraso; ampliação da oferta de crédito e taxas de juros em queda explicam resultados

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SÃO PAULO – O número de consumidores paulistanos endividados (com cheque especial, cartão de crédito, empréstimo pessoal ou prestações em geral) apresentou queda na comparação entre o último mês de 2009 e o mesmo período de 2008, quando registrou 50%, encerrando o ano em 48%.

Para 2010, a expectativa é que os níveis de endividamento do consumidor tenham um novo ciclo de expansão, influenciado pela manutenção das condições favoráveis na economia, principalmente da oferta de crédito, emprego e da renda. Quanto à inadimplência, dependerá das variáveis macroeconômicas em curso.

Os dados fazem parte da Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), divulgada nesta segunda-feira (7) pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo).

Contas em atraso

Ainda segundo a Fecomercio, na comparação com novembro deste ano (46%), o índice de endividamento na cidade de São Paulo apresentou alta de 2 pontos percentuais.

Quanto à inadimplência, do total de consumidores endividados, 20% disseram ter contas em atraso em dezembro, o que representa acréscimo de 6 pontos percentuais em relação ao mês anterior. Em relação ao mesmo mês de 2008 (15%), o indicador apontou avanço de 5 p.p., sendo que, dentre os inadimplentes, 6% acreditam que não terão condições de pagar parcial ou totalmente as suas dívidas.

Balanço de 2009

Nos primeiros meses de 2009, a economia brasileira encontrava-se em fase adversa, por conta da crise financeira internacional, com evidente retração no mercado de crédito, de janeiro a abril. Tal fato, aliado às taxas de juros em queda moderada, fez com que o endividamento familiar e as contas em atraso no município de São Paulo atingissem o auge no quarto mês do ano, com 55% das famílias endividadas e 22% com contas em atraso.

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Entretanto, o pico da inadimplência ocorreu no mês seguinte, quando, com a volta da oferta do crédito, principalmente por causa da atuação dos bancos públicos, 8% das pessoas afirmaram que não teriam condições de pagar suas dívidas. O fato se repetiu em agosto.