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SÃO PAULO – O número de consumidores paulistanos endividados (com cheque especial, cartão de crédito, empréstimo pessoal ou prestações em geral) apresentou aumento na comparação entre o último mês deste ano e o mesmo período de 2007, encerrando o ano em 50%.
Para 2009, a expectativa é que os níveis de endividamento e inadimplência do consumidor sejam influenciados pelo impacto das condições macroeconômicas na economia brasileira. No entanto, como a perspectiva é de desaceleração do ritmo de crescimento, o que pode levar à redução nos níveis de emprego, renda e oferta de crédito, a tendência é de que a inadimplência seja maior.
Os dados fazem parte da Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), divulgada nesta terça-feira (16) pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo).
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Contas em atraso
Ainda segundo a Fecomercio, na comparação com novembro deste ano (49%), o índice de endividamento na cidade de São Paulo apresentou estabilidade. Quanto à inadimplência, do total de consumidores endividados, 30% disseram ter contas em atraso em dezembro, o que representa queda de 7 pontos percentuais em relação ao mês anterior. Em relação ao mesmo mês de 2007 (36%), o indicador apontou queda de 6 p.p.
Segundo a Fecomercio, a proximidade do final do ano, assim como o recebimento do 13º salário fizeram com que o consumidor quitasse o saldo de suas dívidas, para evitar problemas de restrição de crédito nas compras natalinas. Além disso, no decorrer de 2008, a expansão da massa real de rendimentos e a oferta de crédito impediram que o aumento do endividamento das famílias paulistanas se refletisse em elevados níveis de inadimplência.
Dentre os inadimplentes, 28% acreditam que não terão condições de pagar parcial ou totalmente as suas dívidas. Dentre os tipos de dívidas, o cartão de crédito continua sendo o grande vilão, com 46% de indicação.
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Com relação ao prazo médio de comprometimento da renda, a maior incidência é verificada no período de mais de um ano (30%). O restante divide-se entre períodos de 6 meses a um ano (22%), até 3 meses (23%) e entre 3 e 6 meses (24%).
Pagamento da dívida
Cerca de 48% dos consumidores tentaram renegociar as dívidas. Entre as dificuldades encontradas, a principal foi a taxa de juros elevadas (56%), seguida por falta de recursos financeiros (31%), prazo de pagamento curtos (2%) e credor que não admite renegociação (8%).
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Quando questionados sobre as despesas que mais afetaram as dívidas, 33% indicaram os gastos com alimentação, enquanto outros 22% apontaram os gastos com eletrodomésticos e eletroeletrônicos.