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Setor de seguros não escapa de efeitos da crise e tem queda de 10,8% em janeiro

Comparação é com o mesmo período de 2008; faturamento do setor somou R$ 5,1 bilhões, no primeiro mês do ano

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SÃO PAULO – Segundo dados da Susep (Superintendência de Seguros Privados), divulgados pelo CQCS (Centro de Qualificação do Corretor de Seguros), o mercado de seguros não escapou dos efeitos da crise financeira internacional, apresentando forte retração no primeiro mês de 2009.

Isso porque, sem levar em conta o ramo de saúde, o faturamento do setor somou R$ 5,1 bilhão, em janeiro, o que representa uma queda de 10,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

Receitas e Despesas

Ainda de acordo com a Susep, no mês analisado, as despesas somaram R$ 673,4 milhões, cifra 7,89% superior à apurada no primeiro mês de 2008. O aumento nos gastos se deve ao acréscimo nos custos comerciais, que englobam basicamente as comissões pagas aos corretores de seguros.

Quanto aos sinistros, em janeiro, estes chegaram a R$ 1,8 bilhão, o que representa crescimento de 16,2%, na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Na carteira de automóveis, entretanto, houve crescimento de 3,1% da receita de prêmios, no período analisado, devido principalmente à alta nas vendas de veículos zero km, alavancadas pela redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

Entre as carteiras de seguros de menor porte, a surpresa ficou por conta do seguro de responsabilidade civil do administrador, conhecido como D&O, que apresentou crescimento de 54,3%, gerando receita de R$ 11,7 milhões.