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Sete estados concentram 75,2% do Produto Interno Bruto do País, aponta IBGE

São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia e Santa Catarina registram os maiores PIBs

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SÃO PAULO – De acordo com a pesquisa Contas Regionais, referente a 2005, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta segunda-feira (26), os sete principais Estados em termos de participação no PIB (Produto Interno Bruto) do País foram São Paulo (33,9%), Rio de Janeiro (11,5%), Minas Gerais (9%), Rio Grande do Sul (6,7%), Paraná (5,9%), Bahia (4,2%) e Santa catarina (4,0%). No total, eles representam 75,2% da economia brasileira.

Esses níveis de participação mudaram muito pouco desde 2002, sendo que São Paulo e Rio Grande do Sul foram os que mais perderam representatividade. O primeiro passou de 34,6% em 2002, para 33,9% no ano da pesquisa, impulsionado pela indústria, que respondeu por 44% do Valor Adicionado de toda a indústria brasileira, e pelo segmento de serviços, com destaque para os prestados à família (9,4%). Já o Rio Grande do Sul teve redução de 7,1% para 6,7%, na mesma base de comparação. Na região, a agropecuária declinou 17,3% e a Indústria de Transformação, 4,2%.

Análise setorial

No segundo principal Estado, Rio de Janeiro, os destaques foram a indústria extrativa mineral (14,2%), os serviços prestados às empresas (8,3%) e intermediação financeira, seguros e previdência complementar (5,8%). Minas Gerais, por sua vez, cresceu 4% em 2005 ante 2004, em virtude do bom desempenho da indústria extrativa mineral (11,9%) e da indústria de transformação (3,5%).

Por outro lado, o Paraná (-0,1%) foi outro Estado, além do Rio Grande do Sul, que apresentou, no ano da pesquisa, queda em volume do PIB. Com a estiagem, a agricultura do Paraná, juntamente com a silvicultura e a exploração vegetal, tiveram redução de 9,2%. Por sua vez, o bom desempenho da Bahia está ligado às atividades de agricultura, silvicultura e exploração vegetal, com alta de 15,9%.

Regiões

Ainda na análise por setor econômico, chamam atenção Santa Catarina, com 43% de sua economia gerando bens – 8% na agropecuária e 34% no setor industrial -, e o Distrito Federal (8º lugar), que tem 94% da produção de riqueza voltada para serviços. Já os Estados que aparecem em seguida, respectivamente, são Goiás, cuja economia tem como base a indústria (26%) e a agropecuária (13,4%) e Pernambuco (70% do PIB se refere ao setor de serviços).

No Ceará (12º), o peso dos serviços também é destaque (66%), mas a indústria tem sua importância, com 22% (13º). Já no Pará, a indústria alavanca a produção de riqueza, principalmente a extração de minério (8%) e indústria de transformação (13%). Porém, a metalurgia, alimentos e bebidas, juntamente com madeira representam 65% da indústria paraense. A agropecuária, por sua vez, representa cerca de 32% da economia mato-grossense.

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Já o Amazonas (15º) conta com a indústria (37%), principalmente, sendo o segmento de material eletrônico o de maior peso (26,3%). O destaque do Maranhão (16º) é o comércio (14%) e do Mato Grosso do Sul (17º), a agropecuária, com 20% da economia. No último lugar da lista, ficou Tocantins, onde a construção registra o peso maior dentre todos os estados (16%).