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SÃO PAULO – De acordo com o levantamento da Serasa divulgado nesta terça-feira (02), o volume de cheques devolvidos aumentou 7,6% em novembro, frente ao mês anterior. Já na comparação com novembro de 2005, houve queda de 3,9%.
2,72 milhões de cheques sem fundos
Ainda segundo o estudo, no décimo primeiro mês do ano foram compensados 137 milhões de cheques em todo o País, dos quais 2,72 milhões foram devolvidos duas vezes por falta de fundos.
Com isto, o índice de inadimplência ficou em 19,8 cheques devolvidos a cada mil compensados.
Um mês antes, a taxa foi de 18,4 devoluções por mil compensações, uma vez que houve 2,7 milhões de cheques sem fundos, num universo de 145 milhões de folhas compensadas. Em novembro de 2005, o índice atingiu 20,6, pois 3,2 milhões de cheques foram devolvidos e 157,4 milhões, compensados.
Análise regional
Considerando o índice de cheques devolvidos em cada região do País em novembro, nota-se que o Norte e o Nordeste foram os recordistas, com 42,9 e 29,5 cheques sem fundos a cada mil compensados, respectivamente. Na seqüência, vêm o Centro-Oeste (25,2), o Sul (18,5) e o Sudeste (17,3).
Entre os estados, Roraima, com 100,8 cheques devolvidos a cada mil compensados, e o Amapá, com 72,9, aparecem nas primeiras posições do ranking. Por outro lado, São Paulo (16,2) e Pernambuco (17,2) ocupam as últimas colocações.
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Acumulado do ano
Levando-se em consideração o acumulado dos onze primeiros meses de 2006, a Serasa aponta que já foram compensados 1,6 bilhão de cheques, dos quais 32,8 milhões acabaram voltando por insuficiência de fundos. No total, foram 20,9 devoluções a cada mil compensações.
No mesmo período do ano passado, 1,8 bilhão de cheques haviam sido compensados e 33,4 milhões deles foram devolvidos (18,8 devoluções por mil compensações), o que representa uma alta de 11,2% no volume de cheques sem fundos.
Consumo descompassado
De acordo com os técnicos da Serasa, o aumento mensal do indicador de cheques sem fundos é decorrente do descompasso orçamentário por parte dos consumidores, influenciado pela alta nas vendas relativas ao Dia das Crianças.
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Já a variação no acumulado de janeiro a novembro reflete a própria evolução do crédito, que cresceu 23,4% no período, o acúmulo de compromissos por parte do consumidor e a concessão de crédito não adequada no recebimento de cheques pré-datados.
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