Pressão contra Bolsonaro

Sem reajuste salarial há 7 anos, servidores da Susep podem decidir por greve nesta sexta

Segundo sindicato da categoria, órgão tem operado com “capacidade mínima” e sem concurso há 12 anos para preencher postos de trabalho

Por  Estadão Conteúdo -

Os servidores da Superintendência de Seguros Privados (Susep) podem aderir à paralisação por reajuste salarial, informou o sindicato nacional da categoria, Sindsusep.

Segundo o órgão, uma assembleia extraordinária virtual está marcada para o final da tarde desta sexta-feira (8) para discutir o indicativo de greve. Além da recomposição salarial, os funcionários também reivindicam reposição de pessoal e valorização da carreira.

Em nota, a presidente do sindicato, Julienne Guerra, afirmou que o governo não tem aberto diálogo que possa resultar em avanços nas negociações com a categoria. “O indicativo de greve será levado para a assembleia diante da situação limite que chegamos”, afirmou.

De acordo com a direção do sindicato, o último reajuste dado à categoria foi definido em 2015 e incorporado em 2019, o que faz com que as perdas salariais cheguem a quase 30%.

Além disso, segundo o órgão, a Susep tem operado com “capacidade mínima”, tendo 250 do total de 800 postos de trabalho previstos em lei preenchidos. Segundo o Sindsusep, há 12 anos não há concurso público para preencher as demais vagas.

Além dos funcionários da Susep, outras categorias que reúnem o alto escalão do funcionalismo também já paralisaram ou pretendem paralisar suas atividades, entre eles servidores do Tesouro Nacional, da Receita Federal e do Banco Central, por exemplo.

Por conta da mobilização, os sindicatos representantes da categoria já alertaram para o possível agravamento dos atrasos de serviços, atividades e publicações.

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