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Seguros: uma arma contra o crime

Além do automóvel, apólice para objetos pessoais podem trazer maior tranqüilidade para você e sua família

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SÃO PAULO – Dirigir um automóvel sem ter seguro é sinal de irresponsabilidade, ou simplesmente de loucura. Com o índice de criminalidade no nível em que está, a contratação de seguro já não se resume aos veículos. Atualmente é possível fazer um seguro de praticamente qualquer objeto, desde obras de arte a telefones celulares.
Não é preciso viver numa cidade grande para ter esse tipo de preocupação. Os assaltos à mão armada, juntamente com roubos são igualmente comuns em pequenas cidades do interior, o que justifica o aumento da procura por seguros e o crescimento das receitas das companhias seguradoras.
Como vivemos em um mundo de incertezas e riscos, as apólices de seguros têm como função nos dar maior tranqüilidade e dividir eventuais prejuízos. Mesmo assim, nem todo mundo é prevenido, acabando por expor a própria família a grandes riscos. Fazer um seguro-saúde, de vida e de bens de grande valor agregado é imprescindível para levar uma vida com menos preocupações.
O que deve entrar no seguro?

O número de itens a serem segurados vai depender dos riscos que uma pessoa está correndo. E esses riscos estão intimamente relacionados a seus hábitos e ao grau de violência de sua cidade. Em geral, existem algumas categorias que devem obrigatoriamente ser cobertas com um seguro. Os automóveis ocupam sem dúvida lugar de destaque entre os itens mais visados e necessitam, portanto, de uma proteção adicional.
A taxa de sinistralidade de automóveis é extremamente alta, de modo que não faz sentido algum dirigir um automóvel sem ter um seguro. Não é difícil ter um caso na família de alguém que tenha tido o carro roubado. Voltar ao local do estacionamento e não encontrar o veículo é uma experiência angustiante. E infelizmente as estatísticas comprovam que a probabilidade de você passar por essa situação alguma vez na vida é relativamente alta.
Porém, se o dono do automóvel possuir um seguro, menor será o problema. Tirando o fato de ter que voltar para casa de táxi, fazer o boletim de ocorrência e contatar a seguradora, não existem grandes dores de cabeça. A não ser a escolha do novo modelo…
Proteção dentro de casa

Entrando no departamento doméstico, alguns objetos precisam ser protegidos. Aqueles que moram em casas fora de condomínios residenciais devem dedicar uma preocupação ainda maior. Imóveis que ficam expostos e apresentam grandes chances de serem assaltados precisam estar segurados.
Apesar do número de assaltos a residências ter diminuído nos últimos anos (por conta do advento dos seqüestros relâmpagos), todo cuidado ainda é pouco. Proteger os aparelhos de alto valor é fundamental, para garantir a tranqüilidade nos períodos que estamos fora de casa. Exatamente nessas horas é que ocorre a maior parte dos crimes. Nesse sentido, vale a pena contratar uma apólice de temporada, que cubra fins-de-semana e a épocas em que a família sai de férias.
Geralmente os principais seguros residenciais cobrem situações como incêndios, vendavais, explosões e danos elétricos ao imóvel. Além disso, é possível colocar na apólice os objetos de maior valor, em caso de roubo ou furto desses bens. Nessa categoria entram os aparelhos de televisão, videocassetes, computadores, louças, obras de arte, aparelhos de som, etc.

Para quem mora em condomínio, as chances de assaltos são menores. Quando acontece algum crime desse tipo, os assaltantes privilegiam as jóias, dólares guardados, cartões de crédito e equipamento eletrônicos menores, como filmadoras, celulares e máquinas fotográficas. Durante os assaltos a condomínios também é comum que alguns veículos sejam levados, inclusive para ajudar no transporte da carga roubada. Como a probabilidade é menor, nem sempre compensa fazer o seguro nesse caso.
O perigo está do lado de fora

Não é necessário conhecer dados estatísticos para afirmar que a maioria dos crimes acontece fora de casa, quando estamos a caminho de algum lugar. Um revólver no vidro do carro é uma imagem que já não causa mais um grande impacto entre os brasileiros. E não adianta reagir. A única atitude sensata é entregar tudo que o assaltante pedir. Nessa brincadeira vão embora os documentos, talão de cheque, cartões, assim como telefone celular, relógio e jóias. Diante da possibilidade de perder todos esses itens, será que vale a pena fazer um seguro? A resposta vai depender do valor de cada um deles.
As próprias operadoras de telefonia celular oferecem seguros aos clientes, que pagam a partir de R$ 5,00 por mês para proteger o aparelho em caso de assalto. À medida que o valor do aparelho sobe, fica mais vantajoso fazer o seguro, já que alguns modelos chegam a custar mais de R$ 2.000,00. No que diz respeito às jóias, vale a pena incluí-las numa apólice somente se você realmente utilizá-las em eventos sociais fora de casa, ou se transportá-las freqüentemente durante suas viagens.