Conteúdo editorial apoiado por

Seguros para população de baixa renda devem ter apólices de vida e saúde

Para os moradores das zonas rurais, apólices devem ter proteção para rebanhos e danos ao plantio, diz especialista da OIT

Publicidade

SÃO PAULO – Os seguros voltados para a população de baixa renda, os chamados microsseguros, devem ter coberturas que incluam garantias das apólices de vida e saúde, no caso de pessoas que morem em áreas urbanas, ou proteção para rebanhos e danos ao plantio, para os moradores das zonas rurais.

O alerta é do especialista de microsseguro da OIT (Organização Internacional do trabalho), Craig Churchill, que, até a próxima quinta-feira (20), participa de reuniões para tratar da implementação do microsseguro no Brasil.

Na visão dele, na estreia dos microsseguros, os produtos precisam ser simplificados e limitar ao mínimo possível os riscos excluídos. Além disso, no caso brasileiro, diz, o pontapé inicial poderia se dar por meio da incorporação do microsseguro aos programas sociais do governo, como o Bolsa família, oferecendo uma cobertura básica à população de baixa renda, com direito a endosso para elevar o capital segurado.

Microsseguro

Segundo o presidente da CNSeg (Confederação Nacional de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização), João Elisio Ferraz de Campos, estima-se que o mercado de microsseguro poderá incorporar dois terços da população que, atualmente, não tem acesso a qualquer modalidade de seguro privado.

Desde o ano passado, o Brasil criou a Comissão Consultiva de Microsseguros para esquadrinhar o projeto de adoção do produto no País. O governo promete regulamentar o projeto que trata do microsseguro ainda este ano para, dessa forma, dar início às vendas de produtos simplificados e de baixo custo no Brasil.