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Seguro saúde: livre escolha pode custar caro demais

Maior flexibilidade na hora da escolha da rede credenciada e reembolso integral estão entre as vantagens destes planos, que cabem no bolso de poucos

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SÃO PAULO – O sonho da maior parte da população brasileira é contratar um plano de saúde que permita uma cobertura extensa permitindo que você escolha com quem e aonde poderá receber tratamento médico. Estes planos existem e são chamados planos de livre escolha. Mas, como era de se esperar, estão longe da realidade orçamentária da maioria dos brasileiros.

Não chega a surpreender, portanto, que muitas das grandes seguradoras do País não ofereçam mais seguros deste tipo. Este é o caso, por exemplo, da Sul América, Bradesco e Porto Seguro. Somente as seguradoras especializadas no setor saúde como a Omint, Golden Cross, Amil e Medial ainda oferecem planos desta natureza.

Maior flexibilidade é a grande vantagem

Escolher um médico em um catálogo não é algo que a maioria das pessoas gosta, pois é a sua saúde ou a de alguém da sua família que está em jogo. Desta forma, a situação ideal seria que o médico de sua confiança fosse conveniado à operadora de seguro com que você trabalha, mas isso nem sempre é possível.

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Para quem não está disposto a abrir mão do seu médico de confiança, o seguro de saúde pode acabar não valendo a pena se o médico não fizer parte da rede conveniada. Nestes casos, você tem duas opções: arcar com os gastos da consulta com este especialista quando necessário, ou optar por um seguro de saúde livre escolha. Nestes planos você não só pode escolher livremente seu médico como tem direito ao reembolso de parte das despesas.

Preço das consultas subiu muito acima da inflação

Tanta comodidade tem um custo, de forma que esses
seguros
acabam sendo muito caros para a maior parte dos brasileiros, sobretudo, aqueles que têm família. Reembolso integral e livre escolha de profissionais custa caro porque os médicos privados estão cobrando cada vez mais por suas consultas.

Desanimadas com o alto preço das consultas, algumas pessoas procuram no plano de livre escolha a saída para os gastos excessivos com médicos. Vejamos, por exemplo, o caso da economista Carolina Braga, que assim como seus dois filhos, é alérgica e precisa fazer visitas periódicas ao seu alergista.

Nos últimos quatro anos, o preço da consulta triplicou e subiu de R$ 100 para R$ 300, o que equivale a um aumento de 200%. Neste mesmo período, contudo, a inflação acumulada pelo IGP-M foi de 54%. “Com este tipo de aumento fica difícil você conseguir manter sua escolha por um médico fora da rede credenciada”, diz Carolina.

Cobertura para poucos

Ao pesquisar o custo dos planos de livre escolha, contudo, o que se constata é que se trata de uma proteção que cabe no bolso de poucos. Quem quiser contratar o que há de melhor no mercado em termos de amplitude de cobertura e valor do reembolso pode ter que desembolsar cerca de R$ 8 mil para garantir a saúde de sua família.

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Esse é o valor da mensalidade do plano F43 oferecido pela Omint, seguradora tida como uma das mais exclusivas no ramo de saúde. A seguradora não oferece planos familiares de forma que o custo apresentado reflete a soma de 4 apólices individuais de 2 adultos e 2 crianças.

O plano dá acesso a todos os hospitais do País e oferece atendimento no exterior, inclui plano odontológico e permite o reembolso de até R$ 539,11 por consulta. Mas, se você não necessita uma cobertura odontológica tão ampla, e se contenta com o reembolso de R$ 350,20 por consulta, então é possível contratar o plano F41. Neste caso, seu desembolso mensal seria de R$ 5.229!

A Medial Saúde, por exemplo, uma das empresas que mais cresce no setor, oferece o plano Diamante 3, com custo semelhante ao do F41. O plano familiar custa R$ 5.325 por mês e garante reembolso de R$ 240 por consulta. Na Golden Cross, por exemplo, o plano superior para uma família de quatro pessoas custa R$ 4.678,04. Valor semelhante é cobrado pela Amil no seu plano Amil 60, cujo custo mensal é de R$ 4.318 e permite reembolso de até R$ 150.

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Mesmo as opções mais “econômicas” oferecidas pela Amil e Medial, que oferecem um reembolso menor de R$ 100 e R$ 144, respectivamente, não saem por menos do que R$ 2mil por mês.

Faça as contas

Não há dúvida que com este tipo de seguro, você provavelmente não vai ter mais dores de cabeça na hora em que usar um médico fora da rede credenciada, ou quando quiser fazer uma intervenção em um hospital específico, ou realizar algum exame mais complexo.

Mas, tudo isso tem um custo e você deve avaliar se o seu
orçamento
tem como acomodar estas despesas e se o uso que você faz do plano de saúde justifica este tipo de desembolso mensal.

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Para quem não tem o hábito de visitar médicos freqüentemente provavelmente não vale a pena. Por outro lado, se o seu orçamento está com folga e você é daqueles que vai sempre ao médico, então o seguro livre-escolha é o produto ideal para você.